elevar-se-iam
Derivado do verbo 'elevar' (do latim 'elevare') com o pronome reflexivo 'se' e a terminação verbal '-iam' do futuro do pretérito composto.
Origem
Do verbo latino 'elevare' (erguer, levantar, elevar), com a adição do pronome reflexivo 'se' e a terminação verbal '-iam' do futuro do pretérito do indicativo, indicando uma ação hipotética ou condicional no passado.
Mudanças de sentido
O verbo 'elevare' tinha o sentido literal de erguer algo fisicamente.
O sentido evolui para incluir a ideia de ascensão social, moral ou espiritual, e a forma 'elevar-se-iam' passa a expressar uma condição irrealizada ou hipotética no passado, como em 'Se tivessem estudado, eles se elevar-se-iam àquela posição'.
O sentido principal de condição hipotética no passado se mantém, mas o uso da forma verbal completa é raro. Formas mais simples como 'teriam se elevado' ou 'se teriam elevado' são preferidas na fala e na escrita informal e até formal.
A complexidade da forma 'elevar-se-iam' a torna menos natural para falantes modernos, que tendem a simplificar a estrutura verbal para maior clareza e fluidez, especialmente em contextos não literários ou acadêmicos.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em galego-português, onde a estrutura verbal complexa já se manifestava em contextos literários e jurídicos.
Momentos culturais
Presente em obras de autores como Padre Antônio Vieira, em sermões que utilizavam a norma culta da época para argumentação e retórica.
Encontrado em romances e poesia romântica e realista, onde a complexidade gramatical era valorizada para expressar nuances de sentimento e condição.
Comparações culturais
Inglês: A estrutura correspondente seria o 'Conditional Perfect', como 'they would have risen' ou 'they would have elevated themselves'. O pronome reflexivo 'themselves' é mais direto. Espanhol: A forma seria o 'Condicional Compuesto', como 'se habrían elevado'. A estrutura é similar em termos de tempo verbal e uso reflexivo. Francês: 'ils se seraient élevés' (plus-que-parfait du subjonctif ou conditionnel passé). A estrutura é análoga, com o pronome reflexivo e o tempo verbal composto.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, 'elevar-se-iam' é uma forma gramaticalmente correta, mas raramente utilizada na comunicação cotidiana. Sua relevância reside em contextos acadêmicos, literários e em estudos de gramática histórica, onde a preservação da norma culta e a análise da evolução da língua são importantes. A tendência é o uso de construções mais simples como 'teriam se elevado' ou 'se teriam elevado'.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VIII d.C. — Deriva do verbo latino 'elevare', que significa erguer, levantar, elevar. A forma 'elevar-se-iam' é uma construção verbal complexa do português, originada do latim vulgar e desenvolvida ao longo dos séculos.
Formação do Português Medieval e Clássico
Séculos XII-XVI — A estrutura verbal com pronome oblíquo átono posposto ('elevar-se') e a conjugação em tempos verbais como o futuro do pretérito ('-iam') se consolidam. 'Elevar-se-iam' surge como uma forma de expressar uma ação hipotética ou condicional no passado.
Uso Literário e Clássico
Séculos XVII-XIX — A forma 'elevar-se-iam' é encontrada em textos literários e formais, demonstrando a norma culta da época para expressar irrealidade ou condição no passado.
Uso Contemporâneo e Gramatical
Séculos XX-XXI — A forma 'elevar-se-iam' é gramaticalmente correta, mas considerada arcaica ou excessivamente formal no português brasileiro contemporâneo. É mais comum em textos acadêmicos, literários ou em contextos que buscam um registro linguístico elevado.
Derivado do verbo 'elevar' (do latim 'elevare') com o pronome reflexivo 'se' e a terminação verbal '-iam' do futuro do pretérito composto.