emos
Do latim 'ire' (ir) e 'habere' (haver).
Origem
Deriva do latim 'imus' (o mais baixo, o último) ou 'eamus' (forma do verbo 'ire', ir). No português arcaico, a forma 'emos' já existia como primeira pessoa do plural do presente do indicativo de verbos como 'haver' e 'ir'.
Mudanças de sentido
A palavra 'emos' manteve sua função gramatical primária como primeira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos 'ir' e 'haver', sem alterações significativas de sentido.
No português brasileiro, a forma 'vamos' (derivada de 'ir') tornou-se a forma preferencial para expressar a primeira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo 'ir', especialmente em contextos coloquiais e para indicar futuro próximo. 'Emos' passou a ser mais associada ao verbo 'haver' (ex: 'emos de concordar') ou a um registro mais formal do verbo 'ir'.
A predominância de 'vamos' em detrimento de 'emos' para o verbo 'ir' é uma característica marcante do português brasileiro, refletindo uma tendência de simplificação e preferência por formas perifrásticas. Em outras variantes do português, como o europeu, 'emos' pode ter um uso mais frequente com o verbo 'ir'.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como os do século XIII, já apresentam a forma 'emos' com suas funções gramaticais estabelecidas. (Referência: Corpus de Textos Medievais Portugueses).
Momentos culturais
A literatura e a música do século XX no Brasil frequentemente utilizam 'emos' em contextos que buscam um tom mais formal ou arcaizante, ou especificamente com o verbo 'haver'.
Comparações culturais
Inglês: A primeira pessoa do plural do presente do indicativo é expressa pelo pronome 'we' seguido do verbo na forma base (ex: 'we go', 'we have'). Não há uma conjugação verbal específica como 'emos'. Espanhol: A conjugação verbal é similar ao português, com formas como 'vamos' (ir) e 'hemos' (haber). A forma 'emos' para o verbo 'ir' não é comum no espanhol moderno, sendo 'vamos' a forma predominante. Francês: 'Nous allons' (ir) e 'nous avons' (avoir). Alemão: 'Wir gehen' (ir) e 'wir haben' (haben).
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, 'emos' é uma forma gramaticalmente correta, mas de uso menos frequente para o verbo 'ir' em comparação com 'vamos'. Sua relevância reside na manutenção da norma culta e no uso com o verbo 'haver', onde se mantém como a forma padrão. A distinção entre o uso de 'emos' e 'vamos' é um marcador de variação linguística dentro do Brasil.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — Deriva do latim 'imus' (o mais baixo, o último) ou 'eamus' (forma do verbo 'ire', ir). No português arcaico, a forma 'emos' já existia como primeira pessoa do plural do presente do indicativo de verbos como 'haver' e 'ir'.
Evolução e Consolidação no Português
Idade Média ao Século XIX — 'Emos' consolida-se como a forma padrão para a primeira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos 'ir' e 'haver'. Sua função gramatical é estável, sem grandes alterações de sentido.
Uso Contemporâneo e Variações
Século XX - Atualidade — 'Emos' mantém sua função gramatical primária. No entanto, a forma 'vamos' (do verbo 'ir') tornou-se predominante no português brasileiro coloquial para expressar o futuro próximo ou a ação de ir, relegando 'emos' a um uso mais formal ou restrito a certos contextos, especialmente com o verbo 'haver'.
Do latim 'ire' (ir) e 'habere' (haver).