julgar-em-corte

Formado pela combinação do verbo 'julgar', a preposição 'em' e o substantivo 'corte'.

Origem

Latim

Deriva do latim 'iudicare', que significa julgar, decidir, proferir sentença. 'Corte' vem do latim 'cohors', que originalmente significava curral, depois pátio, e evoluiu para designar o séquito de um soberano e, por extensão, o local onde este residia e administrava a justiça.

Mudanças de sentido

Período Colonial e Imperial

Sentido estritamente jurídico e formal: ação de julgar dentro da estrutura da corte real ou imperial.

Período Contemporâneo

Uso restrito e formal. A expressão é menos comum no dia a dia, sendo mais encontrada em textos históricos, jurídicos ou em contextos que remetem a um julgamento oficial e solene. Pode ter um sentido figurado em discussões sobre decisões de grupos de elite ou instâncias de poder, mas o termo 'julgar' sozinho ou 'decidir' são mais usuais.

Primeiro registro

Séculos XVI-XVII

Registros em documentos jurídicos e administrativos do período colonial e imperial, referindo-se a processos e decisões tomadas nas instâncias superiores da justiça, ligadas à corte.

Momentos culturais

Literatura e História

A expressão pode aparecer em obras literárias ou históricas que retratam o sistema judiciário colonial ou imperial, a vida na corte, ou processos judiciais de grande repercussão da época.

Comparações culturais

Inglês: 'To judge in court' ou 'to sit in judgment' (literalmente). O conceito de 'corte' como centro de poder e justiça é similar, mas o uso da expressão composta 'julgar em corte' é menos idiomático em inglês moderno do que em contextos históricos do português. Espanhol: 'Juzgar en corte' ou 'fallar en corte'. Similar ao português, com o termo 'corte' referindo-se à corte real ou a um tribunal superior. O uso também tende a ser mais formal e histórico.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'julgar em corte' tem baixa relevância no vocabulário cotidiano brasileiro. Seu uso é restrito a contextos acadêmicos, históricos, jurídicos formais ou em referências a sistemas de justiça de épocas passadas. Termos como 'julgar', 'decidir', 'avaliar', 'sentenciar' e 'tomar uma decisão' são amplamente preferidos.

Período Colonial e Imperial (Séculos XVI - XIX)

Século XVI - Origem no latim 'iudicare' (julgar, decidir). A palavra 'julgar' entra no português com o sentido de proferir sentença, avaliar. 'Corte' refere-se à corte real, o centro do poder e da justiça. 'Julgar em corte' surge como a ação de um tribunal ou de um juiz ligado à realeza ou à administração centralizada. Uso restrito a contextos formais e jurídicos.

Início da República e Consolidação (Final do Século XIX - Meados do Século XX)

A expressão 'julgar em corte' mantém seu sentido jurídico formal, mas a expansão da burocracia e a criação de novas instâncias judiciais podem ter ampliado seu uso em documentos e debates legais. A palavra 'corte' também pode ter começado a ser usada metaforicamente para instâncias de decisão importantes, mas 'julgar em corte' ainda se prende ao sentido literal.

Período Contemporâneo (Meados do Século XX - Atualidade)

A expressão 'julgar em corte' perde força no uso comum, sendo substituída por termos mais diretos como 'julgar', 'decidir', 'sentenciar' ou 'avaliar'. No entanto, pode ressurgir em contextos históricos, literários ou em discussões sobre a estrutura do poder judiciário. O sentido figurado de 'corte' como um grupo de elite ou um centro de decisão pode dar origem a usos mais amplos, mas 'julgar em corte' permanece predominantemente ligado ao âmbito judicial ou a uma análise formal e oficial.

julgar-em-corte

Formado pela combinação do verbo 'julgar', a preposição 'em' e o substantivo 'corte'.

PalavrasConectando idiomas e culturas