mover-se-iam

Do latim 'movere'.

Origem

Latim Vulgar

Do verbo latino 'movere' (mover, agitar, comover) + pronome reflexivo 'se' + desinência verbal de futuro do pretérito da 3ª pessoa do plural (-iam).

Mudanças de sentido

Latim Vulgar

Indicação de uma ação hipotética ou condicional de movimento ou agitação para um grupo.

Português Medieval

Manutenção do sentido de ação hipotética ou condicional, aplicada a diversos contextos, incluindo ações físicas e emocionais.

Português Contemporâneo

O sentido de ação hipotética ou condicional se mantém, frequentemente empregado para expressar possibilidades, desejos ou situações irreais. A palavra 'mover-se' em si pode ter conotações de progresso, mudança ou agitação.

Em 'mover-se-iam', o foco está na condição ('se') e na irrealidade ou potencialidade ('-iam'). Pode ser usado para descrever o que um grupo de pessoas faria se certas circunstâncias ocorressem, ou o que objetos fariam sob influência externa. Ex: 'Se tivessem asas, os pássaros mover-se-iam livremente pelo céu.' ou 'Se a força fosse maior, os blocos mover-se-iam.' O sentido é estritamente gramatical e condicional.

Primeiro registro

Século XII-XV

Registros em textos da Chancelaria Régia e em crônicas medievais, onde a estrutura verbal com ênclise era predominante. Exemplos podem ser encontrados em documentos que narram eventos históricos ou em textos literários arcaicos.

Momentos culturais

Séculos XVI-XVIII

Presente em obras literárias clássicas, como as de Camões, onde a ênclise era a norma, conferindo um tom formal e poético à narrativa.

Século XIX

Continua a ser utilizado em literatura realista e naturalista, embora com a crescente influência da oralidade e a alternância com a próclise em outros contextos.

Século XX

Encontrado em textos acadêmicos, jurídicos e literários que buscam a formalidade. O uso em conversas cotidianas se torna raro, sendo substituído por 'se moveriam'.

Comparações culturais

Inglês: A estrutura correspondente seria 'they would move themselves' ou 'they would be moved', dependendo do contexto de reflexividade e voz. O futuro do pretérito ('would') é o equivalente a '-iam'. Espanhol: 'se moverían', onde 'moverían' é o futuro do pretérito e 'se' é o pronome reflexivo. O espanhol mantém a próclise como padrão em muitos casos, mas a ênclise também é possível em certas construções. Francês: 'ils se moveraient' ou 'ils se déplaceraient', com 'moveraient'/'déplaceraient' sendo o futuro do pretérito e 'se' o pronome reflexivo.

Relevância atual

Atualidade

A forma 'mover-se-iam' é gramaticalmente correta, mas raramente utilizada na fala cotidiana no Brasil, sendo mais comum 'se moveriam'. Sua presença é restrita a contextos formais, literários, acadêmicos ou para evocar um estilo de linguagem arcaico ou enfaticamente polido. É um marcador de registro linguístico elevado.

Origem Etimológica e Latim Vulgar

Século V-VIII — Deriva do verbo latino 'movere' (mover, agitar, comover), com a adição do pronome reflexivo 'se' e a desinência verbal de futuro do pretérito, indicando uma ação hipotética ou condicional para a terceira pessoa do plural.

Formação do Português Medieval

Séculos XII-XV — A forma 'mover-se-iam' consolida-se na estrutura gramatical do português arcaico, refletindo a conjugação verbal e o uso de pronomes oblíquos átonos pospostos ao verbo, comum na época.

Português Moderno e Contemporâneo

Séculos XVI-Atualidade — A estrutura 'mover-se-iam' permanece gramaticalmente correta, embora o uso do pronome oblíquo átono posposto ao verbo (ênclise) se torne menos frequente em inícios de frase ou após certas conjunções, sendo mais comum a próclise ('se moveriam'). No entanto, em contextos literários ou formais, a ênclise é mantida.

mover-se-iam

Do latim 'movere'.

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