nao-concordariam
Do latim 'concordare'.
Origem
Deriva do latim 'concordare', significando 'estar de acordo', 'harmonizar', de 'con-' (junto) e 'cor, cordis' (coração).
O verbo 'concordar' foi incorporado ao português, mantendo seu sentido original de harmonia e acordo.
A forma 'não concordariam' é uma construção gramatical que se estabeleceu com a evolução da morfologia e sintaxe do português, utilizando a negação 'não' e o futuro do pretérito do indicativo (condicional).
Mudanças de sentido
O verbo 'concordar' sempre manteve o sentido de acordo, harmonia, consentimento ou coincidência.
A forma 'não concordariam' especificamente expressa uma ação que não aconteceria sob determinadas circunstâncias, um desejo não realizado ou um desacordo hipotético. O sentido da negação e da condicionalidade é intrínseco à sua estrutura.
A nuance de 'não concordariam' reside na sua capacidade de descrever cenários hipotéticos onde o acordo não se estabeleceria. Por exemplo, 'Eles não concordariam com a proposta se soubessem dos riscos.' Aqui, a palavra descreve uma não-realização de acordo sob uma condição específica.
Primeiro registro
Registros do uso do verbo 'concordar' em textos medievais portugueses. A forma específica 'não concordariam' é esperada em textos gramaticalmente mais desenvolvidos a partir do século XIV-XV, com a consolidação das conjugações verbais.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de diferentes épocas para expressar diálogos, conflitos e decisões hipotéticas entre personagens. Ex: 'Se a situação fosse outra, eles não concordariam.'
Utilizada em letras de música e poemas para evocar sentimentos de discordância, arrependimento ou cenários alternativos.
Vida digital
A forma 'não concordariam' aparece em fóruns de discussão, redes sociais e comentários online, geralmente em debates sobre opiniões, políticas ou eventos hipotéticos. Não há registro de viralização ou meme específico para esta forma verbal isolada, mas ela é parte integrante da comunicação digital formal e informal.
Comparações culturais
Inglês: 'they would not agree' ou 'they wouldn't agree'. Espanhol: 'ellos no concordarían' ou 'ellos no estarían de acuerdo'. Francês: 'ils ne seraient pas d'accord'. Alemão: 'sie würden nicht zustimmen'.
Relevância atual
A forma 'não concordariam' mantém sua relevância gramatical e semântica no português brasileiro contemporâneo. É uma expressão fundamental para a construção de discursos que envolvem hipóteses, condições e potenciais desacordos, sendo utilizada tanto na linguagem formal quanto na informal, sem alterações significativas de sentido ou uso.
Origem Etimológica e Formação
Século XIII - O verbo 'concordar' deriva do latim 'concordare', que significa 'estar de acordo', 'harmonizar', composto por 'con-' (junto) e 'cor, cordis' (coração). A forma 'não-concordariam' é uma construção gramatical posterior, formada pela negação 'não' e o futuro do pretérito do indicativo (condicional) do verbo 'concordar' na terceira pessoa do plural.
Evolução na Língua Portuguesa
Idade Média - O verbo 'concordar' já existia em português, com seu sentido original. A forma condicional negativa 'não concordariam' se desenvolveu gradualmente com a evolução da gramática portuguesa, consolidando-se como uma expressão de hipótese, desejo não realizado ou desacordo futuro.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX - Atualidade - A forma 'não concordariam' é amplamente utilizada na norma culta e na linguagem coloquial brasileira para expressar uma ação que não se realizaria sob certas condições, ou para indicar um desacordo hipotético. Sua estrutura gramatical é estável, mas o contexto de uso pode variar.
Do latim 'concordare'.