absurdo-na-ficcao
Combinação das palavras 'absurdo' (do latim 'absurdus') e 'ficção' (do latim 'fictio, fictiōnis').
Origem
Deriva do latim 'absurdus', que significa 'desafinado', 'discordante', 'irracional', 'sem sentido'. A raiz 'surdus' significa 'surdo', indicando algo que não é ouvido ou compreendido corretamente.
Mudanças de sentido
Inicialmente, 'absurdo' referia-se a algo que soava mal, era discordante ou irracional em um sentido geral.
O sentido de 'ilógico', 'sem nexo', 'contrário à razão' se fortalece, sendo aplicado a argumentos, comportamentos e, gradualmente, a narrativas.
O termo é ressignificado e abraçado por movimentos artísticos (Teatro do Absurdo, Surrealismo) para descrever intencionalmente a quebra da lógica e da verossimilhança como ferramenta expressiva na arte e na literatura.
O conceito de 'absurdo na ficção' se torna um gênero ou um elemento estilístico reconhecido, aplicado a diversas mídias, incluindo a cultura digital.
A palavra 'absurdo' em si, fora do contexto ficcional, ainda mantém seu sentido original de algo ilógico ou irracional no cotidiano. No entanto, quando aplicada à ficção, ganha uma conotação de escolha estilística deliberada, que pode ser cômica, crítica ou existencial.
Primeiro registro
Registros em textos da época indicam o uso da palavra 'absurdo' com seu sentido latino de irracionalidade e falta de nexo. O uso específico em contextos ficcionais é mais difuso e se consolida gradualmente.
Momentos culturais
O Teatro do Absurdo (Samuel Beckett, Eugène Ionesco) e a literatura surrealista (André Breton) popularizam o uso do 'absurdo' como elemento central de suas obras, influenciando a percepção do termo na ficção.
Filmes e séries que exploram o humor nonsense e a quebra da quarta parede, como Monty Python, solidificam a ideia de 'absurdo' como um recurso cômico e estilístico na mídia audiovisual.
A ascensão da internet e das redes sociais: memes, vídeos virais e conteúdos de humor que exploram o 'nonsense' e o 'absurdo' se tornam parte integrante da cultura popular, frequentemente referenciando ou criando 'absurdo na ficção'.
Vida digital
O termo 'absurdo' é frequentemente usado em discussões online sobre filmes, séries, jogos e livros. Memes que retratam situações ilógicas ou sem sentido, muitas vezes inspirados em elementos ficcionais, viralizam.
Buscas por 'filmes de humor absurdo', 'séries nonsense', 'literatura do absurdo' são comuns. Plataformas de streaming categorizam conteúdos com base nesses elementos.
Representações
Filmes como 'O Grande Lebowski', 'Monty Python em Busca do Cálice Sagrado', e obras de diretores como David Lynch frequentemente exploram o absurdo.
Séries como 'The Office' (versão britânica e americana), 'Seinfeld', 'Rick and Morty' e 'BoJack Horseman' são exemplos notórios de uso do absurdo em narrativas televisivas.
Obras de Franz Kafka ('A Metamorfose'), Lewis Carroll ('Alice no País das Maravilhas'), e autores do Teatro do Absurdo são marcos.
Comparações culturais
Inglês: 'Absurdity in fiction' ou 'Nonsense in fiction'. O conceito é amplamente reconhecido e explorado na cultura anglófona, com termos como 'surreal', 'whimsical' e 'nonsensical' sendo usados para descrever elementos específicos. Espanhol: 'Lo absurdo en la ficción' ou 'Ficción absurda'. O termo 'absurdo' tem a mesma raiz latina e o mesmo sentido geral, sendo aplicado de forma similar na crítica literária e cinematográfica. Francês: 'L'absurde dans la fiction'. O francês teve um papel crucial na consolidação do 'Teatro do Absurdo' com autores como Ionesco, reforçando a importância do conceito na tradição literária.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XV/XVI — do latim 'absurdus', significando 'desafinado', 'discordante', 'irracional'. A palavra entra no português com esse sentido de algo que não faz sentido lógico ou harmônico.
Evolução do Sentido e Uso na Ficção
Séculos XVII-XIX — o sentido de 'ilógico', 'sem nexo' se consolida. Começa a ser aplicado em contextos literários e teatrais para descrever situações ou personagens que fogem à norma ou à razão, prenunciando o uso em ficção.
Consolidação do Uso em Ficção
Século XX — o termo 'absurdo' ganha força em movimentos artísticos e literários como o Teatro do Absurdo e a literatura surrealista. A palavra passa a ser usada explicitamente para descrever obras e elementos ficcionais que exploram o ilógico, o irracional e o sem sentido como forma de expressão.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XXI — 'Absurdo na ficção' é um termo comum em críticas literárias, análises de filmes, séries e jogos. Ganha novas nuances com a cultura da internet, memes e a exploração do 'nonsense' em conteúdos virais.
Combinação das palavras 'absurdo' (do latim 'absurdus') e 'ficção' (do latim 'fictio, fictiōnis').