amedrontastes
Derivado de 'medo' com o prefixo 'a-' e o sufixo verbal '-ar'.
Origem
Deriva do verbo 'amedrontar', formado a partir do latim 'timor' (medo), com o prefixo 'a-' (intensificador) e o sufixo verbal '-ar'.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'causar medo, intimidar, assustar' se mantém desde a formação do verbo.
O verbo 'amedrontar' ainda é usado, mas a forma específica 'amedrontastes' é arcaica e raramente empregada no português brasileiro.
A preferência por construções com 'vocês' ('vocês amedrontaram') em detrimento da segunda pessoa do plural formal ('vós amedrontastes') é um fenômeno consolidado no português brasileiro, tornando a forma 'amedrontastes' restrita a contextos muito formais, literários ou históricos.
Primeiro registro
Registros em textos literários e religiosos da época, como em obras de Pero de Magalhães Gândavo ou em sermões.
Momentos culturais
Presença em obras literárias clássicas, como romances de autores como José de Alencar, onde a forma verbal 'amedrontastes' poderia aparecer em diálogos formais ou narrativas.
Comparações culturais
Inglês: A forma correspondente seria 'you (plural) frightened' ou 'you (plural) scared', mas a conjugação verbal em inglês não possui a mesma complexidade morfológica para a segunda pessoa do plural. Espanhol: A forma correspondente seria 'amedrentasteis' (vós amedrontastes), que também é considerada arcaica ou formal em muitas variantes do espanhol, com a preferência por 'ustedes amedrentaron'.
Relevância atual
A forma 'amedrontastes' possui relevância histórica e gramatical, sendo um exemplo da evolução da conjugação verbal no português brasileiro. No uso cotidiano, sua relevância é mínima, sendo considerada uma forma arcaica.
Origem e Formação em Português
Século XV/XVI — Derivado do verbo 'amedrontar', que por sua vez vem do latim 'timor' (medo) com o prefixo 'a-' (intensificador) e o sufixo '-ar'. A forma 'amedrontastes' é a segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo.
Evolução do Uso e Gramaticalização
Séculos XVI a XIX — Uso em textos literários e religiosos, expressando a ação de causar medo ou intimidação. A forma verbal 'amedrontastes' era comum em registros formais e literários.
Uso Contemporâneo e Declínio da Forma
Século XX e Atualidade — A forma 'amedrontastes' torna-se cada vez mais rara no português brasileiro falado e escrito, sendo substituída por construções mais simples ou pelo uso do pronome 'vocês' com o verbo na terceira pessoa do plural ('vocês amedrontaram'). O verbo 'amedrontar' em si ainda é comum.
Derivado de 'medo' com o prefixo 'a-' e o sufixo verbal '-ar'.