cuidarem-de
Do latim 'cogitare', que significa pensar, refletir.
Origem
Deriva do latim 'cogitare' (pensar, refletir), que evoluiu para 'cogitāre' no latim vulgar. A forma verbal 'cuidarem' é uma conjugação do verbo 'cuidar' (português arcaico) na terceira pessoa do plural do futuro do subjuntivo, acrescida da preposição 'de'.
Mudanças de sentido
Principalmente 'zelar', 'tratar', 'ocupar-se de'.
Expansão para 'pensar em', 'planejar', 'ter a intenção de', além do sentido original.
Mantém os sentidos de zelar e tratar, mas com forte uso em contextos de planejamento e intenção futura, como em 'Eles vão cuidarem de tudo'.
A nuance de 'pensar em' ou 'planejar' é particularmente forte no Brasil, distinguindo-se sutilmente do uso mais restrito a 'zelar' em algumas variantes do português.
Primeiro registro
A estrutura verbal 'cuidarem de' aparece em textos da Idade Média portuguesa, como em crônicas e documentos administrativos, atestando seu uso consolidado.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de autores como Machado de Assis e José de Alencar, em seus diversos sentidos.
Utilizada em letras de músicas para expressar cuidado, planejamento ou intenção, como em 'Eles vão cuidarem de nós'.
Vida digital
A forma verbal 'cuidarem de' é comum em posts de redes sociais, especialmente em contextos de planejamento familiar, profissional ou de eventos.
Pode aparecer em memes ou piadas que brincam com a procrastinação ou a responsabilidade, como em 'Quando eles disseram que iam cuidarem de tudo...'.
Buscas online frequentemente associam a frase a conselhos sobre organização e responsabilidade.
Comparações culturais
Inglês: 'to take care of', 'to look after', 'to plan for'. A estrutura verbal em português 'cuidarem de' é mais direta e específica na regência do objeto do cuidado. Espanhol: 'cuidar de'. A estrutura é muito similar, refletindo a origem latina comum. Francês: 's'occuper de', 'prendre soin de', 'prévoir'. O francês tende a usar verbos pronominais ou construções mais elaboradas para expressar os diferentes matizes de 'cuidar'.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, 'cuidarem de' é uma forma verbal essencial para expressar tanto a ação de zelar e proteger quanto a de planejar e ter a intenção de realizar algo. Sua frequência em conversas cotidianas, mídias sociais e literatura demonstra sua vitalidade e adaptabilidade semântica.
Origem Latina e Formação do Português
Séculos XII-XIII — O verbo 'cuidar' tem origem no latim 'cogitare' (pensar, refletir), que evoluiu para 'cogitāre' no latim vulgar, passando por transformações fonéticas e semânticas até chegar ao português arcaico. A forma 'cuidarem' surge da junção do infinitivo 'cuidar' com a desinência de infinitivo pessoal '-em', e a preposição 'de' se estabelece como complemento regente do verbo em muitos contextos.
Consolidação no Português Arcaico e Clássico
Séculos XIV-XVI — A estrutura verbal 'cuidarem de' já se encontra estabelecida, com o verbo 'cuidar' significando zelar, tratar, ocupar-se de algo ou alguém. A regência com 'de' é comum para indicar o objeto do cuidado.
Evolução de Sentido e Uso no Português Moderno
Séculos XVII-XIX — O verbo 'cuidar' expande seu leque semântico, incluindo noções de pensar, planejar, ter intenção. A forma 'cuidarem de' continua a ser utilizada em seu sentido primário de ocupação e também em contextos de planejamento e intenção futura.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Séculos XX-XXI — A forma 'cuidarem de' é amplamente utilizada no português brasileiro, mantendo os sentidos de zelar, tratar, ocupar-se, mas também adquirindo nuances de 'pensar em', 'planejar', 'ter a intenção de'. A preposição 'de' é crucial para a semântica da frase, indicando o alvo da ação.
Do latim 'cogitare', que significa pensar, refletir.