declinar-se-iam
Derivado do verbo 'declinar' + pronome oblíquo 'se' + desinência de futuro do pretérito 'iam'.
Origem
Do latim 'declinare', que significa 'curvar para baixo', 'desviar', 'afastar-se'. O verbo pronominal 'declinar-se' indica um afastamento ou rebaixamento de si mesmo. A forma 'declinar-se-iam' é uma conjugação complexa com pronome oblíquo enclítico, característica do português arcaico.
Mudanças de sentido
Significado literal de curvar, desviar.
Afastamento, enfraquecimento, desvio, rebaixamento de si mesmo em contextos hipotéticos ou condicionais.
A forma verbal em si não carrega um sentido específico além da sua função gramatical hipotética/condicional, mas seu uso é associado a formalidade, arcaísmo e estudo linguístico, não a um conceito semântico em evolução.
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos legais da época, como crônicas e tratados, que utilizavam a gramática e a sintaxe do português arcaico. A forma específica 'declinar-se-iam' é um exemplo da morfologia verbal complexa daquele período.
Momentos culturais
Presença em obras literárias clássicas e textos acadêmicos que estudavam a gramática da língua portuguesa, onde a conjugação complexa era norma.
Menos comum em obras literárias modernas, mas ainda pode ser encontrada em estudos de linguística histórica ou em obras que intencionalmente buscam um tom arcaizante.
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal correspondente seria algo como 'they would decline themselves', mas a estrutura pronominal enclítica com o futuro do pretérito é inexistente em inglês moderno. Espanhol: Formas como 'se declinarían' são comuns e gramaticalmente aceitas, mas a construção com pronome enclítico após o infinitivo flexionado ('declinar-se-iam') é arcaica e não utilizada no espanhol contemporâneo. Francês: O francês moderno usa 'ils se déclineraient', com a estrutura pronominal mais direta e sem a complexidade do português arcaico.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, a forma 'declinar-se-iam' é considerada gramaticalmente correta, mas arcaica e de uso extremamente restrito. Sua relevância reside principalmente no estudo da história da língua, na análise de textos antigos e em contextos literários que visam um efeito estilístico específico. No uso cotidiano, seria substituída por 'se declinariam' ou 'eles se declinariam'.
Origem Latina e Formação do Verbo
Século XIII - O verbo 'declinar' tem origem no latim 'declinare', que significa 'curvar para baixo', 'desviar', 'afastar-se'. A forma 'declinar-se' surge como um verbo pronominal, indicando um movimento de afastamento ou rebaixamento de si mesmo. A conjugação 'declinar-se-iam' é uma forma verbal complexa, característica do português arcaico e clássico, que combina o infinitivo flexionado com pronomes oblíquos enclíticos.
Uso Arcaico e Clássico
Séculos XIV a XVIII - A forma 'declinar-se-iam' é encontrada em textos literários e documentos formais da época, refletindo a gramática e o estilo da língua portuguesa clássica. Seu uso era mais comum em contextos que exigiam formalidade e precisão, descrevendo ações hipotéticas ou condicionais de afastamento, enfraquecimento ou desvio.
Evolução Gramatical e Simplificação
Séculos XIX e XX - Com a evolução da língua portuguesa e a tendência à simplificação gramatical, formas verbais complexas como 'declinar-se-iam' tornam-se progressivamente raras no uso corrente. A gramática normativa do português brasileiro tende a preferir construções mais simples, como 'se declinariam' ou 'eles se declinariam'.
Uso Contemporâneo e Contexto Brasileiro
Atualidade - A forma 'declinar-se-iam' é considerada arcaica e incomum no português brasileiro contemporâneo. Seu uso é restrito a contextos acadêmicos de estudo da língua, textos históricos, ou em situações de estilização literária que buscam evocar um tom formal ou antigo. No uso coloquial e na maioria dos registros escritos modernos, a forma seria substituída por construções mais simples.
Derivado do verbo 'declinar' + pronome oblíquo 'se' + desinência de futuro do pretérito 'iam'.