deixariam-de-lembrar

Formado pela junção do verbo 'deixar' (do latim 'deixare') com a preposição 'de' e o verbo 'lembrar' (do latim 'limbrare').

Origem

Século XVI

Formação a partir da junção do verbo 'deixar' (latim 'desixare', significando abandonar, soltar) com o verbo 'lembrar' (latim 'memorare', significando trazer à memória), mediada pela preposição 'de', que aqui funciona como um marcador de negação ou cessação da ação. A flexão 'deixariam' é a 3ª pessoa do plural do futuro do pretérito (condicional).

Mudanças de sentido

Século XVI - XIX

O sentido primário de uma ação hipotética que não se concretizou ou não se concretizaria no passado, sob uma condição específica, é mantido. A complexidade da forma verbal a restringe a contextos que exigem precisão gramatical e formalidade.

A construção 'deixar de + infinitivo' já indica a interrupção de uma ação. Ao ser conjugada no futuro do pretérito ('deixariam'), a frase completa 'deixariam de lembrar' expressa uma condição irreal ou hipotética sobre a cessação da memória no passado. Ex: 'Se tivessem estudado mais, não deixariam de lembrar as datas importantes.'

Século XX - Atualidade

A forma verbal é raramente usada na linguagem coloquial devido à sua complexidade. Em contextos informais, seria substituída por frases como 'eles não lembrariam mais' ou 'eles teriam esquecido'.

A tendência da língua portuguesa, especialmente no Brasil, é a simplificação de estruturas verbais complexas. A forma 'deixariam de lembrar' é gramaticalmente correta, mas soa arcaica ou excessivamente formal para a comunicação do dia a dia.

Primeiro registro

Século XVI

A estrutura 'deixar de' como negação de um verbo já existia. A conjugação no futuro do pretérito também. A combinação específica 'deixariam de lembrar' provavelmente aparece em textos manuscritos ou impressos a partir do século XVI, com a consolidação do português moderno. Registros exatos são difíceis sem acesso a um corpus linguístico extenso e datado.

Momentos culturais

Séculos XVII - XIX

Presente em obras literárias clássicas, como romances históricos ou dramas, onde a exploração de 'e se' (what if) era comum, utilizando construções verbais que refletissem essas possibilidades não realizadas.

Comparações culturais

Inglês: 'they would stop remembering' ou 'they would forget'. A estrutura em inglês é mais direta. Espanhol: 'dejarían de recordar' ou 'olvidarían'. O espanhol mantém uma estrutura mais próxima do português na negação do verbo principal com 'dejar de'.

Relevância atual

A relevância da expressão 'deixariam de lembrar' reside em sua precisão gramatical e formal. É uma construção que demonstra domínio da norma culta da língua portuguesa, sendo mais encontrada em textos acadêmicos, jurídicos ou literários que prezam pela exatidão e pela formalidade. Na comunicação digital e informal, seu uso é praticamente inexistente, sendo substituída por formas mais ágeis e diretas.

Origem e Formação

Século XVI - Formação a partir do verbo 'deixar' (do latim 'desixare') e 'lembrar' (do latim 'memorare'), com a preposição 'de' indicando negação ou interrupção da ação de lembrar. A forma verbal 'deixariam' surge como futuro do pretérito (condicional) da 3ª pessoa do plural.

Uso Literário e Formal

Séculos XVII a XIX - Presente em textos literários e formais, expressando uma condição hipotética no passado, frequentemente em narrativas ou argumentações que exploram cenários alternativos.

Uso Contemporâneo

Século XX e Atualidade - Mantém seu uso formal, mas a complexidade da construção a torna menos comum na fala cotidiana, sendo substituída por estruturas mais simples ou outras formas verbais.

deixariam-de-lembrar

Formado pela junção do verbo 'deixar' (do latim 'deixare') com a preposição 'de' e o verbo 'lembrar' (do latim 'limbrare').

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