dessem-a-saber

Formado pela junção do verbo 'dar' com a locução verbal 'a saber'.

Origem

Séculos XIV-XV

Formação do verbo 'dar a saber' a partir do verbo 'dar' (latim 'dare') e da locução 'a saber'. 'Saber' vem do latim 'sapere' (ter sabor, sentir, conhecer). A locução 'a saber' introduz esclarecimento. A junção resulta em 'tornar conhecido', 'informar'.

Mudanças de sentido

Séculos XV-Atualidade

O sentido de 'tornar conhecido' ou 'informar' permanece estável. A mudança reside na frequência e no registro de uso da forma verbal específica 'dessem-a-saber', que se tornou mais formal e menos comum no uso coloquial brasileiro.

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

Registros em textos literários e documentos oficiais da época, como crônicas e cartas, que utilizavam a conjugação verbal de acordo com a norma do português arcaico. A forma específica 'dessem-a-saber' estaria presente em contextos que exigiam o pretérito imperfeito do subjuntivo para sujeitos plurais.

Momentos culturais

Séculos XVI-XIX

Presente em obras literárias clássicas da língua portuguesa, como as de Camões ou Machado de Assis, em passagens que demandavam a conjugação formal do verbo 'dar a saber'.

Século XX

Ainda encontrado em textos acadêmicos, jurídicos e literários que prezavam pela norma culta. A popularização de outras formas de comunicação e a simplificação da linguagem em alguns meios podem ter contribuído para a diminuição de seu uso em contextos menos formais.

Comparações culturais

Inglês: A construção equivalente em inglês seria 'if they were to let it be known' ou 'should they inform', que também são formas mais elaboradas e menos comuns no dia a dia do que construções mais simples. Espanhol: Em espanhol, a forma seria 'si ellos hicieran saber' ou 'si ellos comunicaran', que também se situam em um registro mais formal ou literário, com o uso de formas verbais como o pretérito imperfecto de subjuntivo ('hicieran').

Relevância atual

A forma 'dessem-a-saber' é um marcador de formalidade e de conhecimento da norma culta da língua portuguesa. Seu uso é restrito a contextos específicos onde a precisão gramatical e o registro formal são essenciais, como em documentos legais, textos acadêmicos e literatura clássica. No português brasileiro contemporâneo, a tendência é a preferência por construções mais diretas e coloquiais.

Formação do Verbo 'Dar a Saber'

Séculos XIV-XV — Formação do verbo 'dar a saber' a partir da junção do verbo 'dar' com a locução 'a saber'. O verbo 'saber' tem origem no latim 'sapere', que significa 'ter sabor', 'sentir', 'ter bom gosto', e evoluiu para o sentido de 'conhecer'. A locução 'a saber' significa 'isto é', 'ou seja', indicando introdução de explicação ou esclarecimento. A junção com 'dar' cria o sentido de 'tornar conhecido', 'informar'.

Uso do Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Séculos XV-Atualidade — O pretérito imperfeito do subjuntivo é usado em orações subordinadas que expressam desejo, dúvida, condição, hipótese, ou em contextos de polidez e incerteza. A forma 'dessem-a-saber' (terceira pessoa do plural) é a conjugação específica para sujeitos plurais (eles/elas/vocês) em tais contextos.

Uso Contemporâneo no Português Brasileiro

Atualidade — A forma 'dessem-a-saber' é raramente utilizada na fala cotidiana e em textos informais no português brasileiro contemporâneo. Seu uso é mais restrito a contextos formais, literários ou jurídicos, onde a norma culta é rigorosamente seguida. Em situações informais, outras construções como 'se eles soubessem', 'se eles informassem', ou mesmo o uso do indicativo com sentido de subjuntivo ('se eles sabem') podem ser preferidos.

dessem-a-saber

Formado pela junção do verbo 'dar' com a locução verbal 'a saber'.

PalavrasConectando idiomas e culturas