explicam-se
Do latim 'explicare'.
Origem
Do latim 'explicare', composto por 'ex-' (para fora) e 'plicare' (dobrar, enrolar), significando literalmente 'desdobrar', 'desenrolar', e por extensão, 'tornar claro', 'esclarecer'.
Mudanças de sentido
Sentido primário de desdobrar, apresentar de forma compreensível, detalhar.
Mantém o sentido de tornar algo claro, detalhar, justificar, apresentar argumentos. Não sofreu grandes alterações semânticas, mas sua frequência e preferência de colocação pronominal variam.
A palavra em si é semanticamente estável. A variação ocorre mais na preferência gramatical entre ênclise ('explicam-se') e próclise ('se explicam') no português brasileiro, com a ênclise sendo percebida como mais formal ou literária.
Primeiro registro
Registros da forma verbal com pronome em ênclise já aparecem em textos medievais em galaico-português, refletindo a estrutura gramatical da época. A forma 'explicam-se' como a conhecemos hoje se consolida com a evolução do idioma.
Momentos culturais
A forma 'explicam-se' é recorrente em obras literárias de autores como Machado de Assis, Eça de Queirós e em textos acadêmicos e científicos, onde a norma culta é rigorosamente seguida.
Presente em letras de música e poemas que buscam uma linguagem mais formal ou poética, onde a sonoridade da ênclise pode ser explorada.
Conflitos sociais
O 'conflito' reside na preferência gramatical entre ênclise ('explicam-se') e próclise ('se explicam') no português brasileiro. A ênclise é defendida pela norma culta em muitos contextos, enquanto a próclise domina a fala cotidiana, gerando debates sobre 'correção' e 'adequação'.
Vida emocional
A forma 'explicam-se' carrega um peso de formalidade e erudição. Pode evocar uma sensação de autoridade, clareza didática ou, em alguns contextos, de distanciamento ou rigidez, em contraste com a informalidade da próclise.
Vida digital
Em ambientes digitais formais (artigos, blogs acadêmicos, notícias), 'explicam-se' é comum. Em redes sociais e comunicação informal, a forma 'se explicam' é predominante. A busca por 'como se explicam' ou 'por que se explicam' é frequente em fóruns e plataformas de perguntas e respostas.
Representações
Em filmes, séries e novelas, a escolha entre 'explicam-se' e 'se explicam' pode ser usada para caracterizar personagens (mais cultos/formais vs. mais populares/informais) ou para denotar o registro da cena (formal, acadêmica, etc.).
Comparações culturais
Inglês: A estrutura equivalente seria 'they explain' (sem pronome reflexivo explícito na terceira pessoa do plural, a menos que o contexto exija 'themselves'). A ênclise não tem paralelo direto. Espanhol: 'se explican' (o pronome reflexivo 'se' precede o verbo na terceira pessoa do plural, seguindo a regra geral do espanhol). Francês: 'ils s'expliquent' (o pronome reflexivo 'se' precede o verbo, com a contração 's' antes de vogal).
Relevância atual
A palavra 'explicam-se' mantém sua relevância como um marcador de formalidade e correção gramatical no português brasileiro. Sua presença em textos formais e acadêmicos garante sua continuidade, enquanto a variação com a próclise ('se explicam') reflete a dinâmica da língua falada e escrita no Brasil contemporâneo.
Origem Latina e Formação
Século XIII - Deriva do latim 'explicare', que significa desdobrar, desenrolar, tornar claro. A forma 'explicam-se' surge com a evolução do português, incorporando o pronome 'se' em ênclise, comum na língua portuguesa arcaica e clássica.
Evolução no Português
Séculos XIV-XVIII - A palavra 'explicam-se' consolida-se na língua escrita e falada, mantendo seu sentido original de tornar algo compreensível. A ênclise do pronome 'se' é a norma gramatical predominante.
Modernidade e Mudanças Gramaticais
Séculos XIX-XX - Com a evolução da gramática normativa e a influência de outras línguas, a próclise (pronome antes do verbo) ganha espaço, especialmente no português brasileiro. No entanto, a ênclise em 'explicam-se' permanece correta e frequente, especialmente em contextos formais e literários.
Uso Contemporâneo no Brasil
Anos 2000 - Atualidade - 'Explicam-se' é amplamente utilizada em textos acadêmicos, jornalísticos e literários. No português brasileiro coloquial, a próclise ('se explicam') é mais comum, mas a ênclise ainda é vista como mais elegante ou formal. A palavra mantém seu sentido de tornar algo claro, detalhar ou justificar.
Do latim 'explicare'.