fossem
Do latim 'esse'.
Origem
Evolui do latim 'fuisset' (pretérito mais-que-perfeito subjuntivo de 'esse'), que deu origem ao pretérito imperfeito do subjuntivo em português. A forma 'fossem' é a terceira pessoa do plural.
Mudanças de sentido
Expressava principalmente irrealidade ou desejo no passado, com forte carga condicional.
Mantém o sentido de irrealidade, desejo, condição ou hipótese no passado, sendo uma forma gramatical estável.
A função gramatical de 'fossem' como verbo auxiliar em orações subordinadas adverbiais condicionais, concessivas ou finais, expressando uma ação hipotética ou desejada, permaneceu constante ao longo dos séculos.
Primeiro registro
Presente em documentos legais e textos literários a partir do século XIII, como nas Cantigas de Santa Maria e nos documentos da Chancelaria Régia.
Momentos culturais
Frequente na literatura romântica e realista, em narrativas que exploravam o passado, arrependimentos e desejos não realizados.
Utilizada em letras de música popular e em diálogos de novelas, expressando anseios e situações hipotéticas.
Continua sendo um elemento fundamental na escrita formal, acadêmica e literária, e em discursos que requerem precisão gramatical.
Comparações culturais
Inglês: Corresponde ao 'were' (subjuntivo passado) em frases como 'If they were here...'. Espanhol: Corresponde ao 'fueran' ou 'fuesen' (pretérito imperfecto de subjuntivo) em frases como 'Si ellos fueran/fuesen aquí...'. Francês: Corresponde ao 'fussent' (imparfait du subjonctif) em frases como 'S'ils fussent ici...'.
Relevância atual
A palavra 'fossem' mantém sua relevância como um marcador gramatical essencial para a expressão de irrealidade, desejo e condição no passado, sendo indispensável na norma culta da língua portuguesa, inclusive no Brasil.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - Deriva do latim 'fuisset', pretérito mais-que-perfeito subjuntivo do verbo 'esse' (ser). A forma 'fossem' é a terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo, consolidada no português arcaico.
Evolução e Consolidação no Português
Séculos XIV-XVIII - A forma 'fossem' se estabelece como a conjugação padrão para expressar hipóteses, desejos, condições irreais ou eventos incertos no passado, comum em textos literários e jurídicos.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XX e Atualidade - Mantém sua função gramatical original, sendo uma palavra formal e dicionarizada, essencial na construção de frases complexas e na expressão de nuances temporais e modais.
Do latim 'esse'.