nao-concordaram
Derivado do verbo 'concordar' com o prefixo de negação 'não'.
Origem
Deriva do latim 'concordare', composto por 'con-' (junto) e 'cor, cordis' (coração), significando 'estar de acordo', 'harmonizar', 'ter o mesmo sentir'.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'estar em harmonia', 'ter o mesmo pensamento' ou 'estar de acordo' é mantido. A negação 'não concordaram' sempre indicou a ausência dessa harmonia ou acordo.
O sentido permanece o mesmo: a falta de acordo entre duas ou mais pessoas no passado. A principal mudança observada é na grafia e na fluidez do uso, com a forma sem hífen sendo mais prevalente na escrita informal.
A forma 'não concordaram' (sem hífen) é a mais comum na escrita informal e digital no Brasil, refletindo a tendência de simplificação e aglutinação de palavras em contextos menos formais. A grafia com hífen ('não-concordaram') é mais formal e gramaticalmente precisa, mas menos frequente no uso cotidiano.
Primeiro registro
Registros em crônicas, documentos legais e textos literários medievais em português já demonstram o uso do verbo 'concordar' e suas conjugações, incluindo a forma negativa no plural. A documentação exata da primeira ocorrência de 'não concordaram' é difícil de precisar, mas o uso é atestado desde os primórdios da língua.
Momentos culturais
Presente em narrativas que descrevem disputas, desentendimentos ou a falta de consenso entre personagens ou grupos.
Utilizado frequentemente para descrever a ausência de acordo entre partidos políticos, nações ou segmentos da sociedade em momentos de crise ou negociação.
Conflitos sociais
A palavra é usada para descrever momentos históricos em que diferentes grupos sociais, políticos ou econômicos não chegaram a um acordo, como em negociações de leis, tratados ou durante períodos de instabilidade social.
Vida emocional
Associada a sentimentos de frustração, impasse, discórdia e falha na comunicação. Evoca a ideia de um resultado negativo em uma tentativa de união ou entendimento.
Vida digital
Em fóruns online, redes sociais e aplicativos de mensagem, a forma 'não concordaram' (sem hífen) é a predominante. Usada em discussões sobre divergências de opinião, notícias ou eventos.
Pode aparecer em memes ou comentários irônicos sobre a dificuldade de se chegar a um consenso em grupos.
Representações
Frequentemente empregada em diálogos para retratar conflitos familiares, empresariais ou interpessoais onde personagens principais ou secundários divergiram sobre um assunto.
Comparações culturais
Inglês: 'they did not agree' ou 'they disagreed'. Espanhol: 'no estuvieron de acuerdo' ou 'no concordaron'. Francês: 'ils n'étaient pas d'accord' ou 'ils ne se sont pas mis d'accord'. Alemão: 'sie stimmten nicht zu' ou 'sie waren sich nicht einig'.
Relevância atual
A forma 'não concordaram' continua sendo uma expressão fundamental para descrever a ausência de consenso em qualquer contexto, desde discussões triviais até negociações complexas. Sua relevância reside na sua capacidade de expressar de forma clara e direta um desacordo passado entre múltiplos indivíduos.
Origem Etimológica e Formação
Século XIII - O verbo 'concordar' deriva do latim 'concordare', que significa 'estar de acordo', 'harmonizar'. É formado por 'con-' (junto) e 'cor, cordis' (coração), remetendo à ideia de corações unidos ou em sintonia. A forma 'não-concordaram' é a negação da terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo do verbo 'concordar', indicando uma ação passada de desacordo por um grupo.
Entrada e Uso no Português
Séculos XIV-XV - O verbo 'concordar' e suas conjugações, incluindo a forma negativa no plural, tornam-se parte integrante do vocabulário português. O uso de 'não-concordaram' é comum em textos literários, jurídicos e cotidianos para descrever a ausência de consenso entre múltiplos indivíduos.
Uso Contemporâneo e Variações
Séculos XX-XXI - A forma 'não-concordaram' mantém seu significado original. No português brasileiro, a grafia com hífen ('não-concordaram') é menos comum na escrita informal e digital, onde prevalece a forma sem hífen ('não concordaram'). A ênfase recai na clareza da negação de um acordo passado entre um grupo.
Derivado do verbo 'concordar' com o prefixo de negação 'não'.