nao-se-decidia
Formado pela negação 'não', o pronome reflexivo 'se' e o verbo 'decidir' no pretérito imperfeito do indicativo.
Origem
Formada a partir do verbo 'decidir' (latim 'decidere', cortar, resolver), do pronome 'se' (reflexivo/apassivador) e do advérbio/pronome 'não'. A estrutura verbal 'não se decidia' é um pretérito imperfeito do indicativo, indicando uma ação habitual ou contínua no passado que não se realizava.
Mudanças de sentido
O sentido principal de 'hesitação ou indecisão contínua no passado' se estabelece. A ênfase está na duração e na falta de resolução da ação.
A expressão descreve um estado psicológico de alguém que, em um dado momento no passado, não conseguia tomar uma decisão, e essa situação se estendia por um período. Não se trata de uma única decisão não tomada, mas de um padrão de comportamento ou estado mental.
Mantém o sentido original, mas pode soar mais literária ou formal. Alternativas como 'estava indeciso', 'hesitava' ou 'não conseguia se decidir' são mais comuns no discurso informal.
A forma 'não se decidia' carrega uma nuance de processo e continuidade que outras formas mais simples podem não capturar tão bem. É uma construção que evoca uma imagem vívida de alguém em um estado de impasse.
Primeiro registro
Registros em obras literárias do século XIX, como em romances realistas e naturalistas, onde a descrição detalhada do estado psicológico dos personagens era comum. Exemplo: 'Ele não se decidia sobre qual caminho tomar.'
Momentos culturais
Frequentemente encontrada em obras literárias que exploram a angústia existencial, a indecisão amorosa ou profissional. Autores como Machado de Assis poderiam ter utilizado construções similares para retratar a complexidade humana.
Vida emocional
Associada a sentimentos de incerteza, hesitação, ansiedade, frustração e paralisia. Evoca a dificuldade de avançar ou de fazer escolhas.
Representações
Personagens em novelas e filmes podem ser retratados em momentos de grande dilema, onde a fala 'ele não se decidia' ou 'ela não se decidia' seria usada para descrever sua condição.
Comparações culturais
Inglês: 'He/She wouldn't make up his/her mind' ou 'He/She was always hesitating'. Espanhol: 'Él/Ella no se decidía' ou 'Él/Ella dudaba constantemente'. Francês: 'Il/Elle n'arrivait pas à se décider' ou 'Il/Elle hésitait'.
Relevância atual
A expressão 'não se decidia' é compreendida e utilizada, mas tende a ser substituída por construções mais diretas no português brasileiro contemporâneo, especialmente na fala informal. Sua força reside na descrição de um processo passado de indecisão contínua.
Formação do Português
Séculos XII-XIII — Formação da locução a partir do verbo 'decidir' (do latim decidere, cortar, resolver) e do pronome 'se' (reflexivo/apassivador) e do advérbio/pronome 'não'. A estrutura 'não se decidia' indica uma ação que não se completava no passado.
Uso Literário e Coloquial
Séculos XIX-XX — A expressão se consolida no uso literário e coloquial para descrever estados de hesitação, incerteza ou indecisão prolongada, frequentemente em narrativas que exploram a psicologia dos personagens.
Atualidade
Séculos XXI — A expressão mantém seu uso em contextos literários e conversacionais, mas pode ser vista como um pouco arcaica ou formal em comparação com alternativas mais diretas. Sua força reside na descrição de um processo contínuo de indecisão no passado.
Formado pela negação 'não', o pronome reflexivo 'se' e o verbo 'decidir' no pretérito imperfeito do indicativo.