redundante

Do latim 'redundans', particípio presente de 'redundare', que significa 'transbordar', 'ser excessivo'.

Origem

Antiguidade Clássica

Do latim 'redundans', particípio presente de 'redundare', significando 'transbordar', 'ser excessivo', com raiz em 'unda' (onda).

Mudanças de sentido

Idade Média - Renascimento

Incorporada ao português com o sentido primário de 'que transborda', 'em excesso'.

Século XVII - XIX

Consolidação do sentido de 'supérfluo', 'desnecessário por repetição', especialmente em linguagem e argumentação.

Século XX - Atualidade

Ampliação para contextos técnicos (redundância de dados, sistemas) e uso coloquial para criticar repetição desnecessária.

Em áreas como ciência da computação e engenharia, 'redundante' refere-se a elementos que se repetem para garantir confiabilidade ou eficiência, um sentido técnico específico que difere do uso geral de 'supérfluo'.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em textos literários e filosóficos da época, como em obras de Padre António Vieira, onde o termo é usado para descrever excessos verbais ou argumentativos. (Referência: Corpus de Textos Históricos da Língua Portuguesa)

Momentos culturais

Século XX

Uso frequente em críticas literárias e análises de discurso para apontar excessos estilísticos ou argumentativos. (Referência: Análises Críticas Literárias do Século XX)

Atualidade

Presente em discussões sobre comunicação digital, marketing de conteúdo e jornalismo, onde a 'redundância' pode ser vista como um problema de eficiência ou, em alguns casos, como estratégia de reforço.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

Termo comum em fóruns online, redes sociais e artigos sobre SEO (Search Engine Optimization), onde a 'redundância' de conteúdo é um fator a ser evitado para melhor performance em motores de busca.

Anos 2010 - Atualidade

Pode aparecer em memes ou comentários irônicos criticando a repetição de informações ou clichês em vídeos virais ou posts.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'redundant' (mantém o sentido de excessivo, supérfluo, e também de desnecessário em termos de emprego). Espanhol: 'redundante' (semelhante ao português, com o sentido de excessivo, supérfluo, e também em linguagem e retórica).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'redundante' mantém sua relevância em múltiplos domínios, desde a comunicação cotidiana até campos técnicos especializados. Sua conotação pode variar de negativa (supérfluo, desnecessário) a neutra ou até positiva (em sistemas de segurança e confiabilidade), refletindo a complexidade de seu uso no português contemporâneo.

Origem Etimológica

Deriva do latim 'redundans', particípio presente de 'redundare', que significa 'transbordar', 'voltar em ondas', 'ser excessivo'. A raiz 'unda' remete a 'onda'.

Entrada e Uso Inicial no Português

A palavra 'redundante' foi incorporada ao léxico português, provavelmente através do latim vulgar ou de influências eruditas, mantendo seu sentido original de excesso ou transbordamento.

Evolução e Diversificação de Sentido

O sentido de 'excessivo' ou 'supérfluo' se consolidou, aplicando-se a linguagem, ideias e ações. No contexto técnico e científico, passou a descrever algo que se repete sem necessidade de informação adicional.

Uso Contemporâneo e Digital

A palavra é amplamente utilizada em diversos contextos, desde a crítica literária e a comunicação até a tecnologia e o direito. No ambiente digital, pode ser usada de forma pejorativa para criticar conteúdo repetitivo ou, em contextos técnicos, para descrever redundância de dados.

redundante

Do latim 'redundans', particípio presente de 'redundare', que significa 'transbordar', 'ser excessivo'.

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