tácito
Do latim 'tacitus', particípio passado de 'taceré', calar-se.
Origem
Do latim 'tacitus', particípio passado de 'taceri' (calar-se, estar em silêncio). Refere-se ao que não é dito explicitamente.
Mudanças de sentido
O sentido fundamental de 'não expresso verbalmente' ou 'subentendido' permaneceu estável ao longo do tempo, sendo a principal característica da palavra.
Embora o sentido central seja o mesmo, a aplicação se expandiu para diversos domínios, como acordos comerciais, relações interpessoais e normas sociais, onde a ausência de objeção ou a conduta implícita podem ser interpretadas como consentimento ou concordância.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e administrativos da época, indicando o uso em contextos formais para descrever acordos ou permissões não explícitas.
Momentos culturais
Frequentemente aparece em literatura e debates filosóficos para discutir comunicação não verbal, intenções ocultas e a natureza dos acordos sociais.
Comparações culturais
Inglês: 'tacit' (ex: tacit agreement, tacit approval), com sentido idêntico. Espanhol: 'tácito' (ex: consentimiento tácito, acuerdo tácito), também com o mesmo significado. Francês: 'tacite' (ex: accord tacite). O conceito é amplamente compreendido em culturas ocidentais.
Relevância atual
A palavra 'tácito' mantém sua relevância em contextos formais, especialmente no direito e em negociações, onde a distinção entre o expresso e o implícito é crucial. Continua sendo um termo técnico para descrever entendimentos não verbalizados.
Origem Etimológica Latina
Deriva do latim 'tacitus', particípio passado de 'taceri', que significa 'calar-se', 'estar em silêncio'. A raiz remonta à ideia de algo não expresso verbalmente.
Entrada e Consolidação no Português
A palavra 'tácito' foi incorporada ao vocabulário português, mantendo seu sentido original de 'não expresso por palavras', 'subentendido'. Sua presença é documentada em textos jurídicos e literários desde períodos antigos da língua.
Uso Contemporâneo e Dicionarizado
A palavra 'tácito' é formal e dicionarizada, utilizada em contextos que exigem precisão, como no direito (ex: consentimento tácito) e em discussões sobre acordos não verbalizados. Seu uso é comum na linguagem culta.
Do latim 'tacitus', particípio passado de 'taceré', calar-se.