acreditar-em-promessas

Combinação do verbo 'acreditar', da preposição 'em' e do substantivo 'promessas'.

Origem

Século XVI

Do latim 'credere in promissis'. 'Credere' (ter fé, confiar) + 'promissis' (plural de 'promissum', aquilo que foi prometido).

Mudanças de sentido

Século XVI

Sentido literal: ter fé em declarações de intenção futura. (corpus_etimologico_portugues.txt)

Séculos XVII-XIX

Expansão para contextos religiosos e políticos, associado à confiança e fé em declarações de líderes ou divindades. (historia_linguistica_brasil.txt)

Século XX - Atualidade

Desenvolvimento de um duplo sentido: confiança genuína versus ceticismo em relação a promessas políticas, comerciais e pessoais. → ver detalhes

Na era moderna, a expressão 'acreditar em promessas' pode carregar um peso de ingenuidade ou, inversamente, de esperança. Em discursos políticos, frequentemente é usada para criticar a falta de cumprimento. No âmbito pessoal, pode ser vista como um ato de fé ou como uma vulnerabilidade. A cultura digital introduziu o meme e a ironia, onde 'acreditar em promessas' pode ser uma piada sobre expectativas frustradas.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos religiosos e literários da época, refletindo o uso literal da expressão. (corpus_literatura_colonial.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Em discursos abolicionistas e republicanos, a 'fé nas promessas' de liberdade e igualdade era um tema recorrente. (historia_politica_brasil.txt)

Anos 1980-1990

Canções populares frequentemente abordavam a desilusão com promessas amorosas ou sociais, usando a expressão de forma melancólica. (musica_popular_brasileira.txt)

Atualidade

A expressão é central em debates sobre 'fake news' e desinformação, onde a credibilidade das promessas (políticas, comerciais) é constantemente questionada. (analise_midia_digital.txt)

Conflitos sociais

Século XX - Atualidade

A desconfiança em promessas políticas e econômicas gera instabilidade social e protestos. A dicotomia entre 'acreditar' e 'desacreditar' em promessas é um motor de conflitos. (sociologia_brasil.txt)

Vida emocional

Século XVI - Atualidade

Associada à esperança, fé, ingenuidade, mas também à decepção, frustração e cinismo. A força da expressão reside em sua capacidade de evocar sentimentos opostos. (psicologia_linguagem.txt)

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

Viraliza em memes sobre promessas não cumpridas (ex: 'promessa de ano novo', 'promessa de político'). Usada em hashtags de desilusão ou ironia. (corpus_memes_internet.txt)

Atualidade

Buscas por 'como não acreditar em promessas vazias' ou 'como confiar em promessas' demonstram a relevância da dicotomia na vida online. (tendencias_busca_google.txt)

Representações

Século XX - Atualidade

Novelas e filmes frequentemente retratam personagens que 'acreditam em promessas' e sofrem as consequências, ou que usam promessas para manipular outros. (analise_narrativas_midia.txt)

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to believe in promises' (sentido similar, mas com maior ênfase na fé e esperança). Espanhol: 'creer en promesas' (muito similar, com nuances culturais na aplicação). Francês: 'croire aux promesses' (ênfase na crença). Alemão: 'Versprechungen glauben' (literal, mas o contexto de desconfiança pode ser mais acentuado em certas situações sociais).

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'acreditar em promessas' continua central em discussões sobre confiança, política, relações interpessoais e a veracidade da informação na era digital. A tensão entre a necessidade humana de esperança e a realidade de promessas quebradas a mantém viva e relevante. (analise_linguagem_contemporanea.txt)

Origem Latina e Primeiros Usos

Século XVI - A expressão 'acreditar em promessas' surge como uma construção direta do latim 'credere in promissis', onde 'credere' significa ter fé, confiar, e 'promissis' é o plural de 'promissum', aquilo que foi prometido. Inicialmente, o uso era literal, referindo-se à fé em declarações verbais de intenção futura.

Consolidação e Expansão de Sentido

Séculos XVII-XIX - A expressão se consolida no português, mantendo seu sentido principal, mas começando a ser usada em contextos mais amplos, incluindo a fé em promessas religiosas e políticas. A confiança em promessas se torna um pilar social e moral.

Era Moderna e Contemporânea

Século XX-Atualidade - A expressão 'acreditar em promessas' ganha nuances com o desenvolvimento da sociedade de consumo, da política de massa e da comunicação. Passa a ser usada com um tom de ceticismo em alguns contextos, mas também de esperança em outros. A internet e as redes sociais amplificam tanto a disseminação de promessas quanto a discussão sobre a credibilidade delas.

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Combinação do verbo 'acreditar', da preposição 'em' e do substantivo 'promessas'.

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