alimentado-em-demasia
Formado pela junção do particípio passado 'alimentado' com a locução adverbial 'em demasia'.
Origem
O verbo 'alimentar' deriva do latim 'alimentare', que por sua vez vem de 'alere' (nutrir, sustentar). O advérbio 'demasia' tem origem no latim 'dimetiare' (medir em excesso, desmedir).
Mudanças de sentido
Sentido estritamente literal: receber mais alimento do que o necessário.
O uso da expressão completa é raro. Termos como 'comer demais' ou 'exagero alimentar' são preferidos. O advérbio 'demasia' isoladamente é pouco comum no português brasileiro contemporâneo.
A palavra 'demasia' ainda existe no vocabulário formal e literário, mas seu uso em conjunto com 'alimentado' para descrever uma condição específica é incomum. A tendência é a simplificação e o uso de vocabulário mais acessível e direto.
Primeiro registro
Registros em textos médicos e tratados sobre saúde e dieta da época, descrevendo condições de excesso alimentar. A expressão aparece de forma descritiva e não como um termo técnico consolidado.
Momentos culturais
Aparece em descrições literárias de banquetes e hábitos alimentares da aristocracia, muitas vezes com conotação de excesso e decadência.
Vida digital
A expressão 'alimentado em demasia' tem baixa ou nenhuma presença em buscas online, memes ou discussões em redes sociais. Termos como 'overfeeding', 'comer em excesso' ou 'indigestão' são mais comuns.
Comparações culturais
Inglês: 'overfed' ou 'overfed'. Espanhol: 'sobrealimentado' ou 'alimentado en exceso'. O conceito é universal, mas a forma de expressá-lo varia. Em francês, seria 'suralimenté'. Em alemão, 'überfüttert'.
Relevância atual
A expressão 'alimentado em demasia' é considerada arcaica e pouco utilizada no português brasileiro contemporâneo. O conceito de excesso alimentar é relevante, mas é comunicado por meio de vocabulário mais moderno e direto.
Formação do Português
Séculos XV-XVI — A expressão 'alimentado em demasia' surge como uma descrição literal, combinando o verbo 'alimentar' (do latim 'alimentare', derivado de 'alere', nutrir) com o advérbio 'demasia' (do latim 'dimetiare', medir em excesso). O uso era restrito a contextos médicos ou de observação de excessos alimentares.
Séculos XIX e XX
A expressão mantém seu sentido literal, aparecendo em textos médicos, literários e relatos de costumes. Não há registro de um uso figurado ou de uma popularização significativa. O foco permanece na quantidade excessiva de alimento ingerido.
Atualidade
A expressão 'alimentado em demasia' é raramente utilizada no discurso cotidiano brasileiro. Prefere-se termos mais diretos como 'comi demais', 'exagerei na comida', 'alimentação excessiva' ou, em contextos mais técnicos, 'superalimentação'. O termo 'demasia' em si é considerado arcaico ou formal.
Formado pela junção do particípio passado 'alimentado' com a locução adverbial 'em demasia'.