analisavam-se
Do grego 'analýsis', pelo latim 'analysis'.
Origem
Do grego 'analyein' (desatar, decompor, examinar), passando pelo latim 'analysare'. A raiz grega remete à ideia de desatar nós, separar componentes para entender o todo.
Mudanças de sentido
Inicialmente ligada à decomposição física ou lógica, exame minucioso de fatos ou ideias.
Expansão para análise crítica, interpretação de textos, estudo científico e filosófico.
Mantém o sentido de exame detalhado, mas também abrange a análise de dados, comportamentos, sentimentos e tendências em diversas áreas.
A forma 'analisavam-se' em textos históricos ou literários pode evocar um tempo em que a reflexão era mais pausada e formal, contrastando com a velocidade da análise na era digital.
Primeiro registro
Registros em textos acadêmicos, filosóficos e religiosos em português arcaico. A forma específica 'analisavam-se' aparece em documentos que seguem a gramática normativa da época.
Momentos culturais
Presente em obras literárias realistas e naturalistas, onde personagens 'analisavam-se' em seus dilemas morais e sociais.
Utilizada em debates intelectuais e científicos, como em análises sociais e psicológicas.
Vida digital
A forma 'analisavam-se' é menos comum em interações digitais informais, onde a próclise ('se analisavam') ou formas mais diretas prevalecem. No entanto, aparece em artigos acadêmicos online, notícias e posts formais.
Comparações culturais
Inglês: 'they analyzed themselves' (ênclise menos comum, geralmente 'they were analyzing themselves' ou 'they analyzed'). Espanhol: 'se analizaban' (próclise é a norma para o pretérito imperfeito, a ênclise é rara e estilística). Francês: 'ils s'analysaient' (próclise é a norma). Alemão: 'sie analysierten sich' (ênclise é a norma para pronomes reflexivos).
Relevância atual
A forma 'analisavam-se' é gramaticalmente correta e utilizada em contextos formais, literários e acadêmicos no Brasil. Sua presença evoca um registro linguístico mais cuidado e, por vezes, um tom mais distanciado ou reflexivo, em contraste com a informalidade predominante na comunicação digital e falada, onde 'se analisavam' é mais frequente.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século XIII - Deriva do latim 'analysare', que por sua vez vem do grego 'analyein' (desatar, decompor, examinar). O latim vulgar já utilizava formas para expressar a ideia de decomposição e exame.
Entrada e Consolidação no Português
Séculos XIV-XVI - A palavra 'analisar' e suas conjugações começam a se fixar no português, inicialmente em contextos mais eruditos e científicos. A forma 'analisavam-se' surge como uma construção gramatical padrão para a terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo com pronome enclítico.
Uso Moderno e Expansão
Séculos XVII-XIX - O uso de 'analisar' se expande para além dos círculos acadêmicos, abrangendo a crítica literária, a filosofia e a medicina. A forma 'analisavam-se' é comum em textos formais e literários.
Uso Contemporâneo no Brasil
Séculos XX-XXI - A palavra 'analisar' e suas conjugações, incluindo 'analisavam-se', são amplamente utilizadas em todos os registros da língua portuguesa brasileira, do formal ao informal, em contextos acadêmicos, profissionais e cotidianos. A ênclise ('analisavam-se') é mais comum em textos formais e literários, enquanto a próclise ('se analisavam') é predominante na fala e em textos informais.
Do grego 'analýsis', pelo latim 'analysis'.