caricato
Do italiano 'caricato', particípio passado de 'caricare' (carregar, exagerar).↗ fonte
Origem
Do italiano 'caricatura', que tem origem no latim 'caricare' (carregar, sobrecarregar), indicando uma representação exagerada de traços.
Mudanças de sentido
Entrada no português com o sentido de algo ou alguém que se assemelha a uma caricatura, ou seja, exagerado e ridículo.
Consolidação do uso em contextos literários e de crítica social para descrever personagens ou situações com características exageradas e cômicas, muitas vezes com intenção de ridicularizar.
A palavra era frequentemente empregada para analisar a construção de personagens em romances ou peças teatrais, destacando seus traços distintivos levados ao extremo para gerar efeito cômico ou satírico.
Mantém o sentido original de ridículo, extravagante ou exagerado, aplicado a comportamentos, falas ou aparências que se tornam cômicas pela sua falta de naturalidade ou excesso.
A palavra 'caricato' é formal e dicionarizada, usada para descrever algo que, por seu exagero, se assemelha a uma caricatura, perdendo a seriedade ou a naturalidade.
Primeiro registro
Registros iniciais em textos literários e de crítica da época, refletindo a influência da arte da caricatura na Europa.
Momentos culturais
Uso frequente em crônicas e artigos de jornal para descrever figuras públicas ou tipos sociais com traços marcantes e exagerados, contribuindo para a formação de estereótipos cômicos.
A palavra aparece em análises de personagens de teatro, cinema e literatura, onde o 'caricato' é um recurso para acentuar características e gerar humor ou crítica.
Comparações culturais
Inglês: 'Caricatured' ou 'ridiculous' capturam o sentido de exagero e ridículo. Espanhol: 'Caricato' é um termo diretamente emprestado do italiano e usado de forma similar ao português, significando ridículo ou exagerado. Francês: 'Caricatural' ou 'grotesque' transmitem ideias semelhantes.
Relevância atual
A palavra 'caricato' mantém sua relevância como um adjetivo descritivo para comportamentos, falas ou representações que se tornam cômicas ou dignas de escárnio devido ao seu exagero. É um termo formal, encontrado em dicionários e usado em contextos que exigem precisão na descrição de características grotescas ou ridículas.
Origem Etimológica
Século XVII — deriva do italiano 'caricatura', que por sua vez vem do latim 'caricare' (carregar, sobrecarregar), referindo-se a uma representação exagerada.
Entrada no Português
Século XVIII — A palavra 'caricato' e seu conceito entram na língua portuguesa, possivelmente através de influências culturais europeias e da popularização da arte da caricatura.
Uso Literário e Crítico
Séculos XIX e XX — Utilizada em críticas literárias e artísticas para descrever personagens ou situações com traços exagerados e cômicos, frequentemente com um tom de ridicularização.
Uso Contemporâneo
Atualidade — Mantém o sentido de ridículo e exagerado, sendo aplicada a comportamentos, falas ou aparências que beiram o grotesco ou o cômico involuntário. A palavra é formal/dicionarizada.
Do italiano 'caricato', particípio passado de 'caricare' (carregar, exagerar).