complacência
Do latim complacentia, 'satisfação', 'prazer'.
Origem
Do latim 'complacentia', derivado de 'complacens', particípio presente de 'complacere', significando 'agradar muito', 'satisfazer', 'ser agradável'.
Mudanças de sentido
Incorporada ao português, mantendo o sentido de agradar e satisfazer.
Desenvolveu conotações de indulgência e tolerância, por vezes com um viés negativo de excesso ou fraqueza moral.
Em textos literários e filosóficos desse período, a complacência podia ser vista como uma virtude social, mas também como um sinal de falta de firmeza ou de cedência excessiva a desejos alheios.
Mantém o sentido de indulgência e tolerância, sendo uma palavra formal e dicionarizada.
A palavra é usada em contextos que exigem precisão semântica, como em discussões sobre ética, comportamento social e relações interpessoais, onde a distinção entre ser agradável e ser excessivamente indulgente é importante.
Primeiro registro
Presença em textos antigos em português, refletindo o uso herdado do latim.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que retratavam a sociedade, a etiqueta e as relações de poder, onde a complacência podia ser uma ferramenta social ou um sinal de submissão.
Utilizada em discussões psicológicas e sociais sobre a dinâmica de grupo e a conformidade.
Vida emocional
A palavra carrega um peso ambíguo: pode evocar a suavidade de quem agrada, mas também a fraqueza de quem cede demais, gerando sentimentos de aprovação ou de crítica dependendo do contexto.
Comparações culturais
Inglês: 'Complacency' ou 'compliance'. 'Complacency' pode ter uma conotação negativa de auto-satisfação perigosa, enquanto 'compliance' refere-se à obediência ou conformidade. Espanhol: 'Complacencia', muito similar ao português, significando a qualidade de ser complacente, indulgente ou agradável. Francês: 'Complaisance', também com sentido de indulgência ou excesso de amabilidade.
Relevância atual
A palavra 'complacência' mantém sua relevância em contextos formais e acadêmicos, sendo fundamental para descrever atitudes de indulgência, tolerância ou satisfação, especialmente em análises de comportamento social, ético e psicológico.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'complacentia', substantivo de 'complacens', particípio presente de 'complacere', que significa 'agradar muito', 'satisfazer', 'ser agradável'.
Entrada no Português
A palavra 'complacência' foi incorporada ao vocabulário português, provavelmente através do latim vulgar ou de influências literárias e eclesiásticas, mantendo seu sentido original de agradar ou satisfazer.
Evolução de Sentido
Inicialmente associada à virtude de ser agradável e cortês, a palavra adquiriu nuances de indulgência e tolerância, podendo, em certos contextos, carregar uma conotação de excesso ou fraqueza moral.
Uso Contemporâneo
No português brasileiro atual, 'complacência' é uma palavra formal, dicionarizada, utilizada para descrever a qualidade de quem é complacente, ou seja, indulgente, tolerante, ou que se agrada facilmente.
Do latim complacentia, 'satisfação', 'prazer'.