concordam-se

Do latim 'concordare', que significa 'estar de acordo'.

Origem

Latim

Do latim 'concordare', que significa 'estar de acordo', 'harmonizar'. A raiz 'cor' (coração) sugere uma unidade de sentimento ou pensamento.

Mudanças de sentido

Idade Média

Acordos formais, harmonia em tratados e concórdia religiosa.

Período Moderno

Harmonia em relações sociais, concordância musical e gramatical.

Atualidade

Mantém os sentidos originais, com ênfase na concordância gramatical e em acordos formais.

A forma 'concordam-se' é frequentemente encontrada em textos acadêmicos, jurídicos e literários, onde a norma culta da colocação pronominal é rigorosamente seguida. Em contextos informais, a próclise ('se concordam') pode ocorrer, embora menos comum em início de frase.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em documentos legais e textos religiosos em latim vulgar e nos primórdios do português. A forma exata 'concordam-se' aparece em textos que já demonstram a estrutura do português medieval.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias que retratam a sociedade e suas relações, onde a formalidade da linguagem era valorizada.

Século XX

Utilizado em manuais de gramática e estudos linguísticos para exemplificar a concordância verbal e a colocação pronominal.

Conflitos sociais

Atualidade

Debates sobre a norma culta e a variação linguística, especialmente em relação à colocação pronominal. A forma 'concordam-se' pode ser vista como um marcador de formalidade e erudição, contrastando com o uso mais flexível em contextos informais.

A preferência pela ênclise ('concordam-se') em início de frase é uma regra gramatical que, por vezes, gera discussões sobre a rigidez da norma culta versus a naturalidade da fala. Em ambientes acadêmicos e formais, a forma 'concordam-se' é a esperada.

Vida emocional

Atualidade

Associada à ideia de ordem, correção e formalidade. Pode evocar um senso de precisão linguística e respeito às regras gramaticais.

Vida digital

Atualidade

A forma 'concordam-se' aparece em discussões online sobre gramática, em fóruns de estudantes e em artigos de blogs sobre a língua portuguesa. Menos comum em memes ou linguagem informal de redes sociais, onde a próclise ('se concordam') ou outras formas mais simples prevalecem.

Representações

Século XX - Atualidade

Presente em diálogos de filmes, séries e novelas que buscam retratar personagens com alto grau de escolaridade ou em situações formais. É uma marca da linguagem cuidada.

Comparações culturais

Inglês: A estrutura 'concordam-se' não tem um equivalente direto em inglês, onde a concordância verbal é mais simples e a reflexividade é expressa de outras formas (ex: 'they agree'). Espanhol: 'concuerdan' (eles concordam) ou 'se concuerdan' (em alguns contextos, embora menos comum que em português para esta forma específica). Francês: 'ils concordent' (eles concordam), a reflexividade é expressa de forma diferente. Alemão: 'sie stimmen überein' (eles concordam).

Relevância atual

Atualidade

A forma 'concordam-se' mantém sua relevância como um marcador da norma culta da língua portuguesa brasileira, especialmente em contextos escritos e formais. É fundamental para a precisão gramatical e para a comunicação eficaz em ambientes acadêmicos, jurídicos e literários.

Origem Etimológica e Latim Vulgar

Século XIII — do latim 'concordare', que significa 'estar de acordo', 'harmonizar', derivado de 'cor' (coração) e 'cor' (coração), indicando unidade de sentimento ou pensamento.

Entrada no Português e Uso Medieval

Idade Média — O verbo 'concordar' e suas conjugações, incluindo 'concordam-se', entram no vocabulário português, inicialmente em contextos religiosos e jurídicos, referindo-se a acordos e harmonia entre partes.

Evolução e Uso Moderno

Séculos XV-XIX — O uso de 'concordam-se' se expande para descrever a harmonia em diversos âmbitos, desde relações interpessoais até a concordância gramatical. A forma com pronome posposto ('concordam-se') é comum na escrita formal.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XX - Atualidade — 'Concordam-se' é amplamente utilizado na língua portuguesa brasileira, mantendo seu sentido original de acordo e harmonia, mas também em contextos gramaticais específicos. A colocação pronominal com o pronome 'se' posposto é a norma culta em início de frase ou após pausa.

concordam-se

Do latim 'concordare', que significa 'estar de acordo'.

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