concordariam-em-firmar
Derivado da locução verbal 'concordar em firmar'.
Origem
Derivação do latim 'concordare' (estar de acordo, harmonizar), com o prefixo 'con-' (junto) e 'cor, cordis' (coração). A construção analítica 'concordariam-em-firmar' adiciona o verbo 'firmar' (do latim 'firmare', tornar firme, consolidar) a uma locução verbal ('concordar em') no futuro do pretérito.
Mudanças de sentido
A construção 'concordariam-em-firmar' sempre manteve um sentido específico: a expressão de uma concordância hipotética ou condicional para o ato de oficializar ou validar algo através de uma assinatura.
A principal 'mudança' é a sua obsolescência na fala cotidiana, sendo substituída por formas mais simples e diretas. O sentido original, no entanto, permanece inalterado quando a expressão é utilizada.
A tendência da língua portuguesa moderna é a preferência por construções mais sintéticas. A complexidade de 'concordariam-em-firmar' a torna menos adequada para a comunicação rápida e informal, relegando-a a nichos de uso muito específicos.
Primeiro registro
Embora a origem do verbo 'concordar' e a locução 'concordar em' sejam anteriores, a forma verbal específica 'concordariam-em-firmar' como uma construção gramatical completa é mais provável de ser encontrada em documentos jurídicos e administrativos do período colonial e imperial brasileiro, onde a formalidade era rigorosa. Referências exatas são difíceis sem acesso a um corpus jurídico histórico extenso.
Momentos culturais
A expressão poderia aparecer em debates parlamentares ou em correspondências diplomáticas relacionadas a tratados e acordos, refletindo a linguagem formal da época.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria uma forma condicional complexa como 'they would agree to sign' ou 'they would be willing to ratify'. Espanhol: Seria algo como 'concordarían en firmar' ou 'estarían de acuerdo en firmar'. A estrutura analítica e a especificidade do português brasileiro em 'concordariam-em-firmar' não têm um paralelo exato e direto em uma única palavra ou construção tão compacta em outras línguas.
Relevância atual
A relevância de 'concordariam-em-firmar' na atualidade é mínima em termos de uso linguístico geral. Sua importância reside em ser um exemplo da riqueza e complexidade gramatical que a língua portuguesa pode alcançar, especialmente em contextos formais e históricos. É uma forma que evoca um registro linguístico específico e um tempo passado.
Origem Etimológica e Formação
Século XIII - O verbo 'concordar' deriva do latim 'concordare', que significa 'estar de acordo', 'harmonizar', formado por 'con-' (junto) e 'cor, cordis' (coração). A forma verbal 'concordariam-em-firmar' é uma construção analítica complexa, surgida da necessidade de expressar uma concordância condicional e específica para o ato de assinar ou estabelecer algo. A locução verbal 'concordar em' é comum desde o português arcaico, e o infinitivo 'firmar' (do latim 'firmare', tornar firme, consolidar) adiciona o sentido de validação e oficialização.
Evolução e Uso Formal
Séculos XV-XIX - A forma verbal 'concordariam-em-firmar', como uma construção gramatical específica, provavelmente se consolidou em contextos formais, jurídicos e diplomáticos, onde a precisão na expressão de intenções e acordos era crucial. O futuro do pretérito ('concordariam') indica uma ação hipotética ou condicional, e a adição de 'em firmar' especifica a natureza dessa concordância.
Uso Contemporâneo e Contexto
Século XX - Atualidade - A expressão 'concordariam-em-firmar' é raramente utilizada na linguagem coloquial moderna. Sua ocorrência é mais provável em documentos históricos, textos jurídicos antigos, ou em contextos literários que buscam evocar um estilo formal e arcaico. A tendência da língua portuguesa contemporânea é a simplificação e o uso de construções mais diretas, como 'concordariam em assinar' ou 'estariam dispostos a firmar'.
Derivado da locução verbal 'concordar em firmar'.