controlar-se-iam
Derivado do verbo 'controlar' com o pronome reflexivo 'se' e a desinência verbal '-iam'.
Origem
Do latim medieval 'controllare', que significa 'verificar, registrar, comparar'. A origem remonta à ideia de comparar um registro ('rotulus') com um original ('contra').
Mudanças de sentido
Verificar, registrar, comparar.
Fiscalizar, dominar, ter sob domínio.
Gerir, regular, ter autodomínio (no caso de 'controlar-se'). A forma 'controlar-se-iam' especifica uma ação hipotética de autodomínio ou de ser controlado.
A evolução do sentido de 'controlar' de uma ação externa para uma interna ('controlar-se') reflete mudanças sociais e psicológicas na percepção do indivíduo e de suas emoções. A forma 'controlar-se-iam' encapsula essa nuance em um contexto condicional.
Primeiro registro
Registros de textos jurídicos e administrativos em português antigo já demonstram o uso do verbo 'controlar' com o sentido de fiscalizar e verificar. A forma 'controlar-se-iam' é uma conjugação gramatical que se estabelece com a evolução da língua, aparecendo em textos literários e formais a partir do século XV.
Momentos culturais
Aparece em romances realistas e naturalistas, descrevendo situações sociais onde o controle de impulsos ou a falta dele eram temas centrais. Ex: 'Se os personagens se controlassem, a tragédia não ocorreria.'
Utilizada em textos filosóficos e psicológicos que discutem a vontade, o livre-arbítrio e o comportamento humano. Ex: 'Os indivíduos se controlariam se tivessem mais disciplina.'
Comparações culturais
Inglês: 'they would control themselves' ou 'they would be controlled'. A estrutura verbal em inglês é mais direta. Espanhol: 'se controlarían' ou 'serían controlados'. O espanhol também utiliza o futuro do pretérito com estrutura similar. Francês: 'ils se contrôleraient' ou 'ils seraient contrôlés'. Alemão: 'sie würden sich kontrollieren' ou 'sie würden kontrolliert werden'. A complexidade da conjugação verbal em português para expressar essa condição hipotética é notável em comparação com outras línguas.
Relevância atual
A forma 'controlar-se-iam' é raramente usada na comunicação informal ou digital. Sua relevância reside na gramática normativa e em contextos que exigem precisão temporal e modal, como textos acadêmicos, jurídicos e literários de alta formalidade. Em discussões sobre autodomínio ou controle social, formas mais simples como 'se controlariam' ou 'seriam controlados' são preferidas.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século XIII - Deriva do latim 'controllare', que por sua vez vem do latim medieval 'controrolare', significando 'verificar, registrar, comparar'. A raiz 'contra' (contra) e 'rotulus' (rolo, registro) indica a ideia de verificar um registro.
Evolução no Português
Séculos XIV-XVIII - A palavra 'controlar' entra no vocabulário português, inicialmente com o sentido de verificar, fiscalizar, dominar. O uso se expande para diversas áreas, como administração, finanças e relações sociais.
Formação do Futuro do Pretérito
Séculos XV-XX - A conjugação verbal em português desenvolve o futuro do pretérito (condicional simples), formado pela junção do infinitivo com o pretérito imperfeito do indicativo do verbo 'haver' (ex: controlaria). A forma 'controlar-se-iam' é a terceira pessoa do plural do futuro do pretérito do verbo pronominal 'controlar-se'.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade - 'Controlar-se-iam' é uma forma verbal que denota uma ação hipotética ou condicional no passado, indicando algo que seria controlado ou que as pessoas se controlariam sob certas circunstâncias. Seu uso é predominantemente formal e literário, raramente encontrado na fala cotidiana.
Derivado do verbo 'controlar' com o pronome reflexivo 'se' e a desinência verbal '-iam'.