desguardara
Derivado de 'des-' (prefixo de negação ou inversão) + 'guardar' (proteger, vigiar).
Origem
Deriva do latim vulgar *descustodire*, formado por 'des-' (inversão, negação) + 'custodire' (guardar, vigiar). O sentido original é o de deixar de guardar, desproteger.
Mudanças de sentido
O sentido principal é o de 'deixar de guardar', 'desproteger', 'abandonar a vigilância'.
Mantém o sentido original, mas a forma 'desguardara' é especificamente a conjugação do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada. Ex: 'Quando ele chegou, já eu desguardara o tesouro.'
A palavra e suas conjugações caíram em desuso. O sentido original de 'desproteger' ou 'deixar de guardar' é expresso por outras formas verbais mais comuns ou por perífrases.
Primeiro registro
Registros em textos de português arcaico, como crônicas e documentos legais, onde o verbo 'desguardar' aparece em diferentes conjugações. A forma específica 'desguardara' é mais provável de aparecer em textos literários posteriores, mas a raiz verbal já existia.
Momentos culturais
A forma 'desguardara' pode ser encontrada em obras literárias da época, como em romances históricos ou poesia que buscava um tom mais elevado ou arcaizante. Exemplo hipotético: 'Mal sabia ele que, antes de sua chegada, a sentinela já desguardara o portão.'
Comparações culturais
Inglês: O equivalente mais próximo em sentido seria 'to unguard', 'to leave unguarded' ou 'to neglect to guard'. A forma verbal correspondente ao pretérito mais-que-perfeito simples (ex: 'had unguarded') é comum. Espanhol: O verbo seria 'desguardar' ou 'descuidar'. A forma verbal correspondente ao pretérito pluscuamperfecto de indicativo (ex: 'hubiera desguardado' ou 'había desguardado') é usada. Francês: Verbo 'délaisser la garde', 'négliger de garder'. O *plus-que-parfait* (ex: 'avait délaissé la garde') é comum.
Relevância atual
A forma verbal 'desguardara' é considerada arcaica e de uso extremamente restrito. Sua relevância atual reside principalmente no estudo da história da língua portuguesa, em análises de textos literários antigos ou em contextos que intencionalmente buscam um registro linguístico específico e pouco usual.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VIII — Deriva do latim vulgar *descustodire*, composto pelo prefixo 'des-' (inversão, negação) e 'custodire' (guardar, vigiar, proteger). O verbo latino clássico correspondente seria *custodire*.
Formação no Português Antigo
Séculos XII-XV — O verbo 'desguardar' (e suas conjugações, como 'desguardara') surge no português arcaico, mantendo o sentido de deixar de guardar, desproteger, abandonar a vigilância. Registros em crônicas e textos legais da época.
Uso Clássico e Literário
Séculos XVI-XIX — A forma 'desguardara' aparece em textos literários clássicos, especialmente em poesia e prosa mais formal, como uma conjugação do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo do verbo 'desguardar'. Seu uso é restrito a contextos que exigem essa forma verbal específica, muitas vezes com um tom arcaizante ou para expressar uma ação passada anterior a outra ação passada.
Uso Contemporâneo e Declínio
Século XX-Atualidade — O verbo 'desguardar' e suas conjugações, incluindo 'desguardara', caíram em desuso na língua falada e escrita corrente. São formas verbais consideradas arcaicas e raramente empregadas, exceto em citações literárias antigas ou em contextos acadêmicos de estudo da língua.
Derivado de 'des-' (prefixo de negação ou inversão) + 'guardar' (proteger, vigiar).