evitavam-se
Verbo 'evitar' (latim 'evitare') + pronome oblíquo átono 'se'.
Origem
Do latim 'evitare', que significa 'desviar-se de', 'fugir de', 'escapar de'. O verbo 'evitar' chegou ao português através do latim.
Mudanças de sentido
Sentido de desviar-se fisicamente ou de perigos concretos.
Ampliação para desviar-se de situações, pessoas, sentimentos, responsabilidades, ou para evitar conflitos. O 'se' pode indicar reflexividade (evitar a si mesmo) ou reciprocidade (um ao outro).
Primeiro registro
A forma verbal 'evitavam-se', com a ênclise do pronome, é esperada em textos portugueses a partir do século XIII, com a consolidação da língua. Registros específicos da forma exata podem ser encontrados em crônicas e textos religiosos da época.
Momentos culturais
Presente em obras de autores como Camões, Machado de Assis e Eça de Queirós, onde a ênclise era a norma ou uma escolha estilística para conferir formalidade e ritmo.
Frequentemente utilizada em sermões e textos de moralidade para instruir sobre como 'evitar os maus caminhos' ou 'evitar o pecado'.
Vida digital
A forma 'evitavam-se' raramente aparece em contextos digitais informais. Em buscas online, tende a ser associada a textos acadêmicos, artigos de gramática ou trechos literários. Em redes sociais, a construção 'se evitavam' é predominante.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'they avoided each other' ou 'they were avoiding themselves', onde a ordem das palavras é fixa e não há ênclise. Espanhol: 'se evitaban', onde o pronome 'se' precede o verbo, seguindo uma regra similar à próclise no português brasileiro informal. A ênclise em 'evitavam-se' é uma característica distintiva do português, especialmente em sua forma mais formal ou literária.
Relevância atual
A forma 'evitavam-se' mantém sua relevância em contextos que exigem formalidade gramatical, como em documentos oficiais, artigos científicos, literatura e discursos formais. No Brasil, seu uso na fala cotidiana é menos comum, cedendo lugar a construções com próclise ('se evitavam'), o que reflete a tendência da língua falada.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - O verbo 'evitar' tem origem no latim 'evitare', que significa 'desviar-se de', 'fugir de', 'escapar de'. A forma 'evitavam-se' surge da combinação do verbo no pretérito imperfeito do indicativo ('evitavam') com o pronome oblíquo átono 'se' em ênclise, uma construção comum no português arcaico e clássico.
Uso Clássico e Medieval
Séculos XIV a XVIII - A forma 'evitavam-se' era utilizada em textos literários e religiosos para descrever ações de desvio de perigos, tentações ou comportamentos indesejados. A ênclise do pronome 'se' era a norma gramatical predominante.
Mudança Gramatical e Uso Moderno
Século XIX em diante - Com a evolução da gramática normativa do português, a próclise (pronome antes do verbo) tornou-se mais frequente em diversos contextos, especialmente no Brasil. No entanto, a ênclise em 'evitavam-se' permaneceu em uso, especialmente em construções mais formais ou literárias, e em contextos onde o 'se' tem valor reflexivo ou recíproco.
Uso Contemporâneo no Brasil
Atualidade - A forma 'evitavam-se' é empregada em contextos formais, literários e em textos que buscam um registro mais cuidado da língua. Em contextos informais e na fala cotidiana brasileira, é mais comum ouvir 'eles se evitavam' ou 'as pessoas se evitavam'. A forma com ênclise pode soar um pouco arcaica ou excessivamente formal para alguns falantes.
Verbo 'evitar' (latim 'evitare') + pronome oblíquo átono 'se'.