compromete
Do latim compromissus, particípio passado de compromittere.
Origem
Do latim compromissus, particípio passado de compromittere, que significa 'colocar em jogo', 'arriscar', 'obrigar-se mutuamente'. Deriva de com- ('junto') e promittere ('prometer').
Mudanças de sentido
Obrigação mútua, acordo, promessa.
Colocar em risco, prejudicar, tornar vulnerável. → ver detalhes
A transição de um sentido de obrigação para um de risco reflete a complexidade das interações humanas, onde acordos podem levar a situações de perigo ou dano. O ato de se comprometer, que inicialmente era um selar de confiança, passa a carregar a possibilidade de falha e consequente prejuízo.
Manutenção dos sentidos de obrigar-se e colocar em risco, com aplicações em diversos domínios.
Primeiro registro
Registros em documentos legais e literários da época, indicando o uso da palavra com o sentido de acordo e obrigação.
Momentos culturais
Frequentemente utilizada em discursos políticos e negociações diplomáticas, onde o ato de 'comprometer' pode significar tanto um avanço quanto um risco para a soberania ou interesses nacionais.
Presente em debates sobre ética, responsabilidade social corporativa e sustentabilidade, onde 'comprometer' pode se referir a ações que afetam o meio ambiente ou a sociedade.
Conflitos sociais
O uso da palavra 'compromete' em contextos de corrupção ou escândalos, onde a reputação de indivíduos ou instituições é posta em risco por ações ilícitas ou antiéticas.
Vida emocional
A palavra carrega um peso ambivalente: pode evocar a seriedade de um compromisso assumido com responsabilidade, ou a apreensão de uma situação que se deteriora e se torna perigosa ou danosa.
Vida digital
Utilizada em discussões online sobre relacionamentos ('ele me comprometeu'), carreira ('esse projeto compromete meu futuro') e notícias ('o escândalo compromete o governo'). Aparece em memes e posts de redes sociais, muitas vezes com tom irônico ou de alerta.
Comparações culturais
Inglês: 'compromise' (acordo, concessão mútua) e 'jeopardize'/'endanger' (colocar em risco). O português 'compromete' abrange ambos os sentidos de forma mais direta. Espanhol: 'comprometer' (obrigar-se, arriscar, pôr em perigo). O uso é muito similar ao português. Francês: 'compromettre' (comprometer, arriscar, pôr em perigo). Similar ao português e espanhol.
Relevância atual
'Compromete' continua sendo uma palavra fundamental no vocabulário português, essencial para descrever obrigações, acordos, riscos e potenciais danos em esferas pessoais, profissionais e sociais. Sua polissemia a mantém relevante em diversas situações comunicativas.
Origem Etimológica
Século XIII — do latim compromissus, particípio passado de compromittere, que significa 'colocar em jogo', 'arriscar', 'obrigar-se mutuamente'. Deriva de com- ('junto') e promittere ('prometer').
Entrada e Evolução no Português
Séculos XIV-XV — A palavra 'comprometer' e suas formas conjugadas, como 'compromete', entram no vocabulário português, inicialmente com o sentido de 'obrigar-se por acordo ou promessa', 'firmar um pacto'.
Consolidação de Sentidos
Séculos XVI-XVIII — Ampliação do uso para incluir o sentido de 'colocar em risco', 'prejudicar', 'tornar vulnerável'. O sentido de 'obrigar-se' permanece forte, mas o de 'arriscar' ganha destaque em contextos de negociação e relações sociais.
Uso Moderno e Contemporâneo
Século XIX - Atualidade — 'Compromete' é uma palavra formal e dicionarizada, utilizada em diversos contextos: jurídico (comprometer-se com um acordo), pessoal (comprometer a saúde, a reputação), profissional (comprometer um projeto) e social (comprometer a relação).
Do latim compromissus, particípio passado de compromittere.