chato-de-mexer

Composição de 'chato' (aborrecido, enfadonho) e 'de mexer' (de lidar, de tratar).

Origem

Século XVI

Deriva da junção do adjetivo 'chato', originado do verbo 'chatear' (do francês antigo 'chatir', apertar, espremer, e posteriormente no português 'incomodar', 'aborrecer'), com o verbo 'mexer' (do latim 'miscere', misturar, agitar). A combinação sugere algo que, ao ser 'mexido' ou manipulado, causa incômodo ou é de difícil manuseio.

Mudanças de sentido

Século XVI - XVII

Inicialmente, o sentido era mais literal, referindo-se a objetos ou substâncias de difícil manipulação ou que causavam sujeira ao serem mexidos. Com o tempo, o sentido se expandiu para o abstrato, aplicando-se a pessoas e situações.

Século XVIII - Atualidade

O sentido se tornou predominantemente figurado, descrevendo pessoas teimosas, irritantes, ou situações complicadas e desgastantes. A conotação é quase sempre negativa, indicando aborrecimento e dificuldade.

Em alguns contextos informais, pode ser usado com um tom de resignação ou até mesmo humor, como em 'esse projeto está chato de mexer, mas vamos terminar'.

Primeiro registro

Século XVI

Embora a formação da expressão seja atribuída a este período, registros documentais específicos de 'chato-de-mexer' como unidade lexical são mais comuns a partir do século XVIII em textos literários e correspondências que retratam o cotidiano.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias que retratam a sociedade brasileira, frequentemente em diálogos informais para descrever personagens ou situações sociais complicadas.

Século XX

Popularizado em telenovelas e programas de humor, consolidando-se como uma expressão idiomática comum no vocabulário popular brasileiro.

Vida emocional

A palavra carrega um peso de frustração, irritação e cansaço. É associada a sentimentos de desânimo diante de obstáculos persistentes ou de pessoas difíceis de lidar.

Vida digital

A expressão é frequentemente utilizada em redes sociais e fóruns online para descrever experiências negativas com produtos, serviços, jogos ou interações sociais virtuais.

Pode aparecer em memes e comentários sarcásticos sobre tarefas árduas ou pessoas complicadas no ambiente digital.

Representações

Século XX - Atualidade

Comum em diálogos de personagens em novelas, filmes e séries brasileiras para caracterizar situações ou personalidades de difícil convivência ou resolução.

Comparações culturais

Inglês: 'troublesome', 'difficult to deal with', 'a pain in the neck'. Espanhol: 'difícil de tratar', 'molesto', 'un incordio'. O conceito de algo ou alguém que causa aborrecimento e dificuldade de lidar é universal, mas a construção específica 'chato-de-mexer' é uma particularidade do português brasileiro.

Relevância atual

A expressão 'chato-de-mexer' mantém sua relevância no português brasileiro contemporâneo, sendo uma forma coloquial e expressiva de descrever situações ou indivíduos que demandam paciência e esforço extra, sem perder sua carga de incômodo.

Origem e Formação

Século XVI - Formação a partir da junção do adjetivo 'chato' (de chatear, incomodar) com o infinitivo 'mexer', indicando a ação de ser difícil de manipular ou lidar.

Consolidação do Sentido

Séculos XVII-XVIII - O termo se consolida no vocabulário coloquial brasileiro para descrever pessoas ou situações que causam aborrecimento, irritação ou dificuldade de resolução.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade - Amplamente utilizado no português brasileiro em contextos informais, mantendo o sentido original de algo ou alguém de difícil trato, mas também podendo ser usado com humor ou ironia.

chato-de-mexer

Composição de 'chato' (aborrecido, enfadonho) e 'de mexer' (de lidar, de tratar).

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