êxtase
Do grego ékstasis, 'estar fora de si', 'desvio'.
Origem
Do grego 'ekstasis' (ἔκστασις), que significa 'estar fora de si', 'deslocamento', 'maravilhamento'. Passou para o latim como 'extasis'.
Mudanças de sentido
Predominantemente ligado a êxtase místico, religioso ou espiritual; um estado de arrebatamento divino.
Ampliação para estados de intensa emoção, prazer estético, admiração profunda e deleite em experiências não religiosas.
A secularização do termo permitiu sua aplicação a experiências artísticas, musicais e a momentos de grande satisfação pessoal, afastando-se do seu uso exclusivamente teológico.
Abrange estados de euforia, prazer intenso (incluindo sexual), admiração profunda, transe, e também pode ser associado a efeitos de substâncias psicoativas.
O termo mantém sua conotação de um estado emocional extremo e transcendente, aplicável a diversas áreas da experiência humana.
Primeiro registro
Registros em textos religiosos e filosóficos em latim e, posteriormente, em línguas vernáculas europeias, incluindo o português.
Momentos culturais
Descrições de êxtase místico em obras de místicos como Santa Teresa d'Ávila (em espanhol) e São João da Cruz.
A palavra é frequentemente usada na literatura para descrever paixões avassaladoras, inspiração artística e estados emocionais intensos.
Uso em contextos de música psicodélica, experiências sexuais e na descrição de performances artísticas.
Vida emocional
Associada a sentimentos de transcendência, euforia, admiração, prazer intenso, mas também a estados de desorientação ou perda de controle.
Vida digital
Termo usado em discussões sobre música eletrônica, experiências sexuais, espiritualidade alternativa e, ocasionalmente, em referência a efeitos de drogas recreativas. Presente em fóruns, redes sociais e artigos online.
Representações
Frequentemente retratado em cenas de intensa paixão romântica, experiências psicodélicas, momentos de epifania religiosa ou artística, e em contextos de uso de drogas.
Comparações culturais
Inglês: 'Ecstasy' (mesma origem grega e latim, com usos similares em contextos religiosos, emocionais e de drogas). Espanhol: 'Éxtasis' (idêntica origem e significados). Francês: 'Extase' (mesma raiz e aplicações). Alemão: 'Ekstase' (compartilha a origem grega e os sentidos).
Relevância atual
'Êxtase' continua sendo uma palavra relevante para descrever estados emocionais e perceptivos extremos, mantendo sua dualidade entre o sublime e o potencialmente perigoso, seja em contextos espirituais, artísticos, interpessoais ou farmacológicos.
Origem Grega e Latim
Século IV a.C. - A palavra tem origem no grego 'ekstasis' (ἔκστασις), significando 'estar fora de si', 'deslocamento', 'maravilhamento'. Foi incorporada ao latim como 'extasis'.
Entrada no Português e Uso Inicial
Idade Média/Renascimento - A palavra entra no vocabulário português, mantendo seu sentido original de arrebatamento, êxtase místico ou religioso. O uso era predominantemente em contextos teológicos e filosóficos.
Secularização e Ampliação do Sentido
Séculos XVII-XIX - O sentido da palavra começa a se secularizar, expandindo-se para descrever estados de intensa emoção, prazer, admiração ou deleite em contextos não religiosos, como na arte, na música e em experiências pessoais intensas.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade - 'Êxtase' é uma palavra formal e dicionarizada, utilizada para descrever estados de euforia, prazer intenso, admiração profunda ou um estado de transe, seja em contextos artísticos, sexuais, espirituais ou de uso de substâncias. É reconhecida como um estado emocional extremo.
Do grego ékstasis, 'estar fora de si', 'desvio'.