Palavras

a-merce

Não aplicável.

Origem

Século XVI

Formada pela preposição 'a' e o substantivo 'merce' (favor, graça), derivado do latim 'merces' (salário, recompensa, favor).

Mudanças de sentido

Século XVI

Significado inicial: pedir ou receber algo por favor ou graça.

Séculos XVII-XIX

Evolução para indicar finalidade: 'a fim de', 'com o propósito de', 'para que'.

A locução 'a-merce' passa a funcionar como conjunção subordinativa final, introduzindo orações que expressam o objetivo de uma ação. Exemplo: 'Fez tudo a-merce de sua família.' (no sentido de 'a fim de ajudar sua família').

Século XX-Atualidade

Tornou-se arcaica e rara no português brasileiro, sendo substituída por outras formas.

A forma 'a-merce' com o sentido de finalidade é raramente encontrada em textos contemporâneos. O uso mais comum é 'a mercê' (com espaço), que significa 'sob o domínio de', 'à disposição de', 'dependente de'. Exemplo: 'O barco ficou à mercê das ondas.'

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e administrativos da época, onde a distinção entre 'a mercê' (favor) e 'a-merce' (finalidade) começa a se delinear, embora ainda com certa fluidez.

Representações

Século XX

O uso de 'a-merce' (finalidade) é praticamente inexistente em produções midiáticas. A forma 'a mercê' (dependência) aparece com frequência em novelas, filmes e músicas para descrever situações de vulnerabilidade ou submissão.

Comparações culturais

Inglês: A locução 'a-merce' (finalidade) não possui um equivalente direto e aglutinado. Expressões como 'in order to', 'so as to', 'for the purpose of' cumprem a função. A forma 'at the mercy of' corresponde a 'à mercê de' (dependência). Espanhol: Similarmente, 'a-merce' (finalidade) é expressa por 'para que', 'a fin de', 'con el propósito de'. 'A la merced de' corresponde a 'à mercê de' (dependência).

Relevância atual

A forma 'a-merce' como locução conjuntiva final é considerada arcaica e de uso restrito a estudos linguísticos ou textos históricos. Sua relevância no português brasileiro contemporâneo é mínima, sendo amplamente substituída por construções mais usuais como 'a fim de' ou 'para que'.

Origem e Formação

Século XVI - Formada pela aglutinação da preposição 'a' com o substantivo 'merce' (favor, graça, mercê), originário do latim 'merces' (salário, recompensa, favor). Inicialmente, indicava a ação de pedir ou receber algo por favor ou graça.

Evolução do Sentido

Séculos XVII-XIX - O sentido evolui para 'a fim de', 'com o propósito de', 'para que', indicando finalidade. Começa a ser usada em contextos mais formais e literários, perdendo a conotação de 'favor' e ganhando a de 'objetivo'.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade - A forma 'a-merce' como locução conjuntiva final ('a fim de', 'para que') torna-se arcaica e rara no português brasileiro. É substituída predominantemente por 'a fim de', 'para que', 'para' ou 'com o objetivo de'. O uso de 'a mercê' (com espaço) como locução prepositiva ('à disposição de', 'sob o domínio de') é o mais comum e corrente.

a-merce

Não aplicável.

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