abandonássemos
Do latim 'abandonare'.
Origem
Deriva do verbo latino 'abandonare', que por sua vez vem de 'a-' (prefixo de afastamento) e 'bannum' (proclamação, proibição, banimento). O sentido original era 'colocar sob banimento', 'desproteger'.
Mudanças de sentido
Sentido de 'colocar sob banimento', 'desproteger', 'deixar desamparado'.
Evolui para 'deixar', 'desamparar', 'renunciar a', 'entregar-se a'.
Mantém os sentidos de 'deixar', 'desamparar', 'renunciar', 'desistir de'. A forma 'abandonássemos' especificamente denota uma ação hipotética ou irreal no passado, comum em contextos de desejo ou arrependimento.
A forma verbal 'abandonássemos' pertence ao modo subjuntivo imperfeito, indicando uma condição não realizada ou uma hipótese. Por exemplo: 'Se nós abandonássemos tudo, seríamos mais felizes.' (palavra encontrada em: 4_lista_exaustiva_portugues.txt, TIPOS IDENTIFICADOS: Palavra formal/dicionarizada).
Primeiro registro
Registros em textos galaico-portugueses, como as cantigas de amigo e de amor, onde o verbo 'abandonar' e suas conjugações já aparecem com sentidos de deixar, desamparar ou renunciar.
Momentos culturais
Presente em textos literários medievais, como as crônicas e a poesia lírica, expressando temas de desamparo, renúncia ou abandono de um ideal ou pessoa.
Utilizado em romances românticos e realistas para descrever situações de desespero, solidão e abandono de personagens, como em obras de Machado de Assis ou José de Alencar.
Aparece em letras de fado, samba e outras canções populares, frequentemente associado a temas de amor perdido, solidão e desilusão.
Vida emocional
A palavra 'abandonar' e suas formas verbais carregam um peso emocional significativo, associado a sentimentos de perda, solidão, desamparo, tristeza e, por vezes, libertação ou renúncia.
A forma 'abandonássemos' evoca um sentimento de desejo não realizado ou de um passado que poderia ter sido diferente, frequentemente ligado a arrependimento ou nostalgia.
Comparações culturais
Inglês: 'abandon' (to give up completely, desert). O subjuntivo imperfeito em inglês seria 'if we abandoned' ou 'if we were to abandon'. Espanhol: 'abandonar' (dejar, desamparar). O subjuntivo imperfeito em espanhol é 'abandonáramos' ou 'abandonásemos'. Francês: 'abandonner' (laisser, quitter). O subjuntivo imperfeito é 'nous abandonnions'.
Relevância atual
A forma 'abandonássemos' é predominantemente formal e gramaticalmente correta, mantendo sua relevância em contextos que exigem precisão linguística, como na literatura, no direito e na academia. Seu uso em conversas cotidianas é mínimo, sendo substituído por construções mais diretas ou sinônimos em contextos informais.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VI d.C. - Deriva do verbo latino 'abandonare', composto por 'a-' (prefixo de afastamento) e 'bannum' (proclamação, proibição, banimento), significando originalmente 'colocar sob banimento' ou 'desproteger'.
Entrada e Evolução no Português
Séculos XII-XIII - A palavra 'abandonar' e suas conjugações, como 'abandonássemos', entram na língua portuguesa através do galaico-português, herdada do latim vulgar. Inicialmente, o sentido era de deixar algo ou alguém sob proibição ou desproteção.
Uso Formal e Contemporâneo
Atualidade - 'Abandonássemos' é uma forma verbal formal, encontrada em textos literários, jurídicos e acadêmicos. Seu uso em contextos informais é raro, sendo substituído por construções mais simples ou outras palavras.
Do latim 'abandonare'.