abrir-nos-emos

Derivado do verbo latino 'aperire'.

Origem

Latim

Do latim 'aperire', que significa 'descobrir, desvelar, expor'. A construção 'abrir-nos-emos' é uma conjugação verbal com mesóclise do verbo 'abrir' na primeira pessoa do plural do futuro do indicativo, com o pronome oblíquo átono 'nos' posposto.

Mudanças de sentido

Latim Vulgar ao Português Arcaico

O sentido do verbo 'abrir' permaneceu estável ('tornar aberto, expor, revelar'). A mudança principal reside na forma gramatical e no registro de uso, que evoluiu de uma construção comum para uma forma literária e, posteriormente, arcaica.

Primeiro registro

Idade Média

Registros de mesóclise com o verbo 'abrir' e pronomes oblíquos datam da Idade Média em textos em português arcaico, embora a forma exata 'abrir-nos-emos' possa variar em registros específicos. A estrutura gramatical é a chave.

Momentos culturais

Período Colonial e Imperial

Presente em obras literárias e documentos oficiais que buscavam emular o estilo da metrópole portuguesa, como em crônicas e tratados.

Romantismo Brasileiro

Pode ser encontrada em alguns autores que buscavam um vocabulário mais rebuscado e formal, em contraste com a linguagem coloquial.

Comparações culturais

Inglês: O inglês moderno não possui uma estrutura equivalente direta para a mesóclise. Construções futuras com pronomes pospostos são raras e geralmente restritas a formas arcaicas ou poéticas (ex: 'shall we open ourselves'). O mais comum seria 'we will open ourselves' ou 'we shall open ourselves'. Espanhol: O espanhol também possui a mesóclise, mas é mais comum em formas verbais específicas e em registros formais ou literários (ex: 'nos abriremos' é mais comum, mas 'abriremosnos' seria a forma com pronome posposto, embora menos usual que a próclise ou ênclise em muitos contextos). Francês: O francês moderno não utiliza a mesóclise. A ordem é pronome antes do verbo ('nous nous ouvrirons').

Relevância atual

A forma 'abrir-nos-emos' é considerada gramaticalmente correta, mas estilisticamente arcaica e incomum no português brasileiro. Sua relevância reside no estudo da gramática histórica e na compreensão da evolução da língua, sendo raramente utilizada em comunicação corrente, exceto em contextos muito específicos de erudição ou citação.

Origem Latina e Formação

Século XIII - O verbo 'abrir' tem origem no latim 'aperire', que significa 'descobrir, desvelar, expor'. A forma verbal 'abrir-nos-emos' é uma construção gramatical que se desenvolveu ao longo da evolução do latim vulgar para o português, com a adição do pronome oblíquo átono 'nos' posposto, característico da mesóclise, uma construção mais formal e literária.

Uso Literário e Formal

Séculos XIV a XIX - A mesóclise, como em 'abrir-nos-emos', era comum na escrita formal e literária, conferindo um tom elevado e erudito. Era encontrada em textos históricos, jurídicos e literários de grande prestígio, mas raramente na fala cotidiana.

Declínio da Mesóclise

Século XX - Com a simplificação da língua falada e escrita, a mesóclise começou a cair em desuso, sendo substituída por construções com o pronome antes do verbo ('nos abriremos') ou após o verbo com ênclise ('abriremos para nós'). 'Abrir-nos-emos' tornou-se uma forma arcaica e rara.

Uso Contemporâneo e Ressignificação

Século XXI - A forma 'abrir-nos-emos' é extremamente rara no português brasileiro contemporâneo, sendo encontrada quase exclusivamente em contextos que buscam evocar um estilo literário clássico, em citações de textos antigos ou em exercícios gramaticais. Seu uso na fala é praticamente inexistente.

abrir-nos-emos

Derivado do verbo latino 'aperire'.

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