acentuar-se-iam
Derivado do latim 'accentuare', com os pronomes 'se' e 'iam'.
Origem
Deriva do latim 'accentuare' (dar acento, entoar), formado a partir de 'accentus' (acento, entonação). A terminação '-se-iam' é uma flexão verbal do português, indicando a terceira pessoa do plural do futuro do pretérito do indicativo com pronome oblíquo átono 'se' e pronome pessoal oblíquo átono 'iam'.
Mudanças de sentido
O sentido primário do verbo 'acentuar' é dar ênfase, realçar, destacar. A forma 'acentuar-se-iam' carrega esse sentido aplicado a uma ação hipotética ou condicional, que seria enfatizada por um sujeito plural ('eles/elas').
A construção gramatical em si não altera o sentido de 'acentuar', mas a forma verbal completa ('acentuar-se-iam') confere um tom de irrealidade, possibilidade ou condição, típico do futuro do pretérito. O pronome 'se' pode indicar reflexividade ou indeterminação do sujeito, e 'iam' especifica o sujeito plural.
O sentido de 'acentuar' permanece o mesmo, mas a forma 'acentuar-se-iam' é percebida como arcaica ou excessivamente formal, perdendo sua função comunicativa direta no português brasileiro contemporâneo.
A dificuldade de uso reside na complexidade da mesóclise e na preferência por construções mais diretas e menos flexionadas no português brasileiro. A ênfase recai sobre a clareza e a simplicidade, o que torna essa forma verbal um vestígio da norma culta mais tradicional.
Primeiro registro
Registros em textos literários e gramaticais que documentam a norma culta da época, onde a mesóclise e a ênclise eram amplamente empregadas. A forma específica 'acentuar-se-iam' pode ser encontrada em obras que seguem rigorosamente a gramática tradicional.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de autores como Machado de Assis, Aluísio Azevedo e outros que utilizavam uma linguagem formal e elaborada, refletindo a norma culta da época. A forma seria empregada em diálogos ou narrações que exigiam um registro linguístico elevado.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente em inglês seria algo como 'they would emphasize themselves' ou 'it would be emphasized by them', mas a forma verbal específica e a colocação pronominal não têm paralelo direto. Espanhol: Em espanhol, a forma seria 'se acentuarían' (futuro condicional com pronome enclítico), que é mais próxima em estrutura e uso do que a forma brasileira arcaica. O espanhol mantém o pronome após o verbo em muitas situações onde o português brasileiro moderno o colocaria antes.
Relevância atual
A forma 'acentuar-se-iam' possui relevância quase nula na comunicação cotidiana do português brasileiro. Sua importância reside no estudo da gramática histórica, da evolução da norma culta e da literatura clássica. É um exemplo de como a língua se transforma, priorizando a simplicidade e a comunicação direta em detrimento de construções mais complexas e formalizadas.
Origem Latina e Formação do Verbo
Século XIII - O verbo 'acentuar' deriva do latim 'accentuare', que por sua vez vem de 'accentus' (acento, entonação). A forma 'acentuar-se-iam' é uma construção gramatical do português, especificamente do futuro do pretérito do indicativo, com pronome oblíquo átono 'se' e pronome pessoal oblíquo átono 'iam' (eles/elas).
Evolução Gramatical e Uso Literário
Séculos XIV a XIX - A conjugação verbal com pronomes oblíquos átonos em posições específicas (ênclise, mesóclise) era comum na norma culta, especialmente na escrita literária. 'Acentuar-se-iam' representava uma forma gramaticalmente correta e estilisticamente elaborada para expressar uma ação hipotética ou condicional no passado, referindo-se a um sujeito plural.
Mudança na Norma Culta e Simplificação
Século XX - Com a evolução da língua e a simplificação da norma culta, especialmente no português brasileiro, a mesóclise (colocação do pronome no meio do verbo) e certas formas de ênclise tornaram-se menos frequentes na fala e até mesmo na escrita informal. A forma 'acentuar-se-iam' passou a soar arcaica ou excessivamente formal para muitos falantes.
Uso Contemporâneo e Contexto
Atualidade - A forma 'acentuar-se-iam' é raramente utilizada na comunicação cotidiana no Brasil. Seu uso é restrito a contextos muito formais, textos acadêmicos, jurídicos ou literários que buscam um registro linguístico específico. Em geral, falantes brasileiros optariam por construções mais simples como 'eles/elas se acentuariam' ou 'isso seria acentuado por eles/elas'.
Derivado do latim 'accentuare', com os pronomes 'se' e 'iam'.