alcagote
Origem
Do árabe 'al-qutun', que significa 'o algodão'. O artigo definido 'al-' é comum em palavras de origem árabe na Península Ibérica.
Mudanças de sentido
Referia-se ao algodão em rama ou a tecidos finos feitos dele.
Mantido o sentido original de algodão ou tecido de algodão.
O termo 'alcagote' específico para o tecido fino foi gradualmente substituído pelo termo mais genérico 'algodão', que passou a designar tanto a planta quanto o tecido em geral. O termo 'alcagote' tornou-se obsoleto.
Primeiro registro
Registros em Portugal, em documentos que tratam de comércio e produção têxtil, frequentemente em textos que mencionam produtos vindos do Oriente ou produzidos localmente sob influência árabe.
Comparações culturais
Inglês: 'Cotton' (do árabe 'qutun'). Espanhol: 'Algodón' (também do árabe 'al-qutun'). O termo 'alcagote' é uma variação ibérica direta do árabe, menos comum que as formas espanhola e inglesa que se popularizaram.
Relevância atual
Nula no uso corrente do português brasileiro. A palavra 'alcagote' é um vestígio histórico da influência árabe na Península Ibérica e sua posterior disseminação para as colônias, mas foi completamente suplantada por 'algodão'.
Origem e Uso em Portugal
Século XV/XVI — termo de origem árabe ('al-qutun') que designava um tipo de tecido de algodão, ou o próprio algodão. Usado em Portugal durante o período de domínio mouro e após.
Entrada no Brasil
Período Colonial — A palavra 'alcagote' (ou variações como 'algodão') chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses, referindo-se à planta e ao seu derivado têxtil. O uso específico de 'alcagote' como termo para o tecido de algodão fino pode ter sido mais restrito.
Desuso e Esquecimento no Brasil
Séculos XVIII-XIX — Com a consolidação do português brasileiro e a evolução do vocabulário, o termo 'alcagote' caiu em desuso, sendo substituído por 'algodão' para a planta e o tecido. O termo tornou-se arcaico e restrito a contextos históricos ou etimológicos.
Atualidade no Brasil
Atualidade — O termo 'alcagote' não é reconhecido ou utilizado no português brasileiro contemporâneo. É uma palavra arcaica, encontrada apenas em estudos etimológicos ou em textos históricos muito específicos.