alterar-se-ia
Derivado do verbo latino 'alterare', com o pronome reflexivo 'se' e a desinência verbal '-ia' indicando o futuro do pretérito.
Origem
Deriva do latim 'alterare', que significa 'tornar outro', 'mudar'. O pronome reflexivo 'se' indica que a ação recai sobre o sujeito, e o sufixo '-ia' é a desinência do futuro do pretérito (condicional) da terceira pessoa do singular ou plural.
Mudanças de sentido
O conceito de 'alterar' já existia, mas a construção específica do futuro do pretérito com pronome reflexivo se desenvolveu no romanceamento do latim.
A forma 'alterar-se-ia' era usada para expressar ações hipotéticas, desejos ou condições não realizadas, com um tom mais formal e literário.
Mantém o sentido de hipótese ou irrealidade, sendo mais comum em escrita formal e acadêmica. Sua complexidade a torna menos usual na fala cotidiana, onde formas mais simples podem ser preferidas.
A complexidade gramatical da forma 'alterar-se-ia' a posiciona em um registro linguístico mais elevado. Em contextos informais, falantes brasileiros poderiam optar por construções como 'se alterasse' ou 'poderia ter alterado', dependendo da nuance desejada, embora 'alterar-se-ia' seja gramaticalmente correta para expressar uma condição hipotética no presente ou futuro.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico já demonstram o uso de conjugações verbais complexas, incluindo o futuro do pretérito, embora a forma exata 'alterar-se-ia' possa variar em registros mais antigos. A consolidação da norma gramatical ocorreu ao longo dos séculos.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de autores como Machado de Assis, José de Alencar e outros, onde a precisão gramatical e a expressão de nuances hipotéticas eram valorizadas.
Utilizada em documentos que requerem formalidade e clareza na exposição de cenários hipotéticos ou condicionais.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente em inglês seria 'it would alter itself' ou 'it would change', dependendo do contexto e do sujeito. O uso do futuro do pretérito em português tem uma equivalência direta com o 'would' em inglês para expressar condicionalidade. Espanhol: Em espanhol, a forma seria 'se alteraría', que é gramaticalmente muito similar ao português, refletindo a origem latina comum. Outros idiomas: Em francês, seria 'se modifierait' ou 'changerait'. Em italiano, 'si altererebbe'.
Relevância atual
A forma 'alterar-se-ia' mantém sua relevância na norma culta do português brasileiro como um marcador de condicionalidade e irrealidade. Embora menos comum na fala cotidiana, é essencial para a precisão gramatical em contextos formais, acadêmicos e literários, demonstrando a riqueza e a complexidade da conjugação verbal na língua.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'alterar' deriva do latim 'alterare', que significa 'tornar outro', 'mudar'. A forma 'alterar-se-ia' é uma construção verbal complexa, resultado da aglutinação do verbo 'alterar', do pronome reflexivo 'se', e do futuro do pretérito (condicional) 'ia'. Essa estrutura se consolidou no português ao longo dos séculos, a partir do latim vulgar.
Evolução no Português
Idade Média a Século XIX - A conjugação verbal, incluindo o futuro do pretérito, foi se estabelecendo no português. A forma 'alterar-se-ia' representa uma ação hipotética ou condicional, expressando uma possibilidade que não se concretizou ou que depende de uma condição. Seu uso era comum na escrita formal e literária.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX e Atualidade - A forma 'alterar-se-ia' continua sendo utilizada na norma culta da língua portuguesa brasileira, especialmente em contextos que exigem precisão gramatical e expressam irrealidade, hipótese ou desejo. É comum em textos literários, acadêmicos e em discursos formais, mas menos frequente na linguagem coloquial falada.
Derivado do verbo latino 'alterare', com o pronome reflexivo 'se' e a desinência verbal '-ia' indicando o futuro do pretérito.