atonal

Do grego 'a-' (sem) e 'tonos' (tom).

Origem

Século XX

Deriva do grego 'a-' (privativo, sem) e 'tonos' (tom, som). O termo foi cunhado no contexto da música dodecafônica e serial, desenvolvida por compositores como Arnold Schoenberg e seus seguidores.

Mudanças de sentido

Início do Século XX

Sentido estritamente técnico-musical: ausência de centro tonal.

Meados do Século XX em diante

Expansão para uso metafórico: algo caótico, sem ordem ou foco aparente.

Embora o uso primário permaneça no campo da música, a ideia de 'atonal' pode ser aplicada a outras áreas para descrever situações, discursos ou ambientes que carecem de uma estrutura lógica ou de um ponto central claro, refletindo uma percepção de desordem ou falta de coesão.

Primeiro registro

Meados do Século XX

Difícil precisar um único registro, mas a entrada no léxico musical brasileiro se dá com a disseminação da teoria musical moderna e da música de vanguarda europeia e americana, a partir de meados do século XX.

Momentos culturais

Século XX

A ascensão da música atonal e serial na Europa e nos EUA impactou a música erudita e influenciou, de forma mais sutil, algumas vertentes da música popular e experimental no Brasil.

Atualidade

O termo é recorrente em discussões sobre música contemporânea, crítica musical e em contextos acadêmicos de musicologia.

Comparações culturais

Século XX - Atualidade

Inglês: 'atonal' (mesma origem e uso técnico-musical). Espanhol: 'atonal' (mesma origem e uso técnico-musical). Alemão: 'atonal' (influência direta da terminologia musical alemã, onde o conceito se desenvolveu significativamente com Schoenberg e a Segunda Escola de Viena).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'atonal' mantém sua relevância como termo técnico essencial na musicologia e na crítica musical. Seu uso metafórico, embora menos comum, persiste em contextos que buscam descrever a ausência de um centro ou estrutura definidos, refletindo uma linguagem que se adapta para descrever fenômenos complexos e multifacetados.

Origem Etimológica

Século XX — do prefixo grego 'a-' (sem) e 'tonos' (tom), referindo-se à ausência de tonalidade musical.

Entrada na Língua Portuguesa

Meados do século XX — A palavra 'atonal' entra no vocabulário musical brasileiro, provavelmente através de traduções de textos teóricos europeus e americanos sobre música moderna.

Uso Contemporâneo

Atualidade — Termo técnico na teoria musical, usado para descrever composições que evitam a organização tonal tradicional. Também pode ser usado metaforicamente para descrever algo sem um centro ou foco claro.

atonal

Do grego 'a-' (sem) e 'tonos' (tom).

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