atribuir-se-ia

Derivado do verbo 'atribuir' (latim 'attribuere') com o pronome reflexivo 'se' e a terminação verbal '-ia' do futuro do pretérito.

Origem

Latim

Do latim 'attribuere', que significa dar, conceder, destinar. Composto por 'ad' (para, a) e 'tribuere' (dar, conceder, destinar), este último ligado a 'tribus' (tribo), sugerindo a ideia de destinar algo a alguém ou a um grupo.

Mudanças de sentido

Latim Vulgar ao Português Medieval

A noção de 'dar ou destinar algo a alguém' se mantém, mas a complexidade morfológica se desenvolve com a adição de pronomes e tempos verbais específicos do português.

Português Clássico e Moderno

A forma 'atribuir-se-ia' consolida-se como uma expressão para uma ação hipotética ou condicional que seria feita a alguém ou algo. O sentido principal de atribuição permanece, mas o foco se desloca para a modalidade (hipotética/condicional) da ação.

A construção é um exemplo da conjugação verbal em tempos compostos e do uso de pronomes oblíquos átonos em posições específicas, refletindo a gramática normativa da época. O futuro do pretérito ('-ia') indica uma ação que não ocorreu, mas que poderia ter ocorrido sob certas condições.

Português Brasileiro Contemporâneo

A palavra em si ('atribuir') mantém seu sentido, mas a forma específica 'atribuir-se-ia' é raramente usada na comunicação informal, sendo substituída por construções mais simples e diretas.

A tendência na língua falada e escrita informal é a simplificação sintática. Em vez de 'O crédito atribuir-se-ia a ele', prefere-se 'O crédito seria dele', 'Ele receberia o crédito' ou 'O crédito seria atribuído a ele'.

Primeiro registro

Século XIV

Registros de textos em português medieval já apresentam a conjugação verbal que daria origem à forma 'atribuir-se-ia', embora a forma exata possa variar em grafia e estrutura em manuscritos antigos. A consolidação da forma ocorre nos séculos seguintes.

Momentos culturais

Séculos XVIII-XIX

Presente em obras literárias e jurídicas que demandavam precisão gramatical e formalidade, como tratados, leis e romances de época.

Século XX

Ainda utilizada em textos acadêmicos e jurídicos, mas começa a ser percebida como formal demais para a linguagem corrente.

Comparações culturais

Inglês: A construção equivalente em inglês seria 'would be attributed to' ou 'it would attribute itself to', que também expressa uma ação hipotética ou condicional. Espanhol: Em espanhol, a forma seria 'se le atribuiría' ou 'se atribuiría a sí mismo', mantendo a estrutura reflexiva e o tempo verbal condicional. Francês: Em francês, seria 'on lui attribuerait' ou 'cela s'attribuerait à lui', também indicando a condicionalidade.

Relevância atual

Atualidade

A forma 'atribuir-se-ia' é gramaticalmente correta, mas sua relevância na comunicação cotidiana é baixa. É encontrada predominantemente em contextos formais, acadêmicos, jurídicos ou em citações de textos antigos. Na linguagem falada e escrita informal, é substituída por construções mais diretas e menos complexas.

Origem Etimológica e Latim Vulgar

Século XIII - Deriva do latim 'attribuere', composto por 'ad' (para, a) e 'tribuere' (dar, conceder, destinar). O verbo 'tribuere' remonta à palavra 'tribus' (tribo), indicando a ideia de destinar algo a um grupo ou indivíduo.

Formação no Português Medieval e Clássico

Séculos XIV-XVIII - A forma 'atribuir' se consolida no português. O pronome oblíquo átono 'se' e o futuro do pretérito do indicativo '-ia' (do latim '-ia') se juntam à raiz verbal, formando 'atribuir-se-ia' para expressar uma ação hipotética ou condicional que seria atribuída.

Uso Moderno e Contemporâneo

Séculos XIX-Atualidade - A construção 'atribuir-se-ia' mantém seu uso formal e gramaticalmente correto em contextos que exigem a expressão de uma atribuição hipotética ou condicional, comum em textos jurídicos, acadêmicos e literários.

atribuir-se-ia

Derivado do verbo 'atribuir' (latim 'attribuere') com o pronome reflexivo 'se' e a terminação verbal '-ia' do futuro do pretérito.

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