Palavras

aumentar-se-ao

Derivado do verbo latino 'augmentare'.

Origem

Século XV/XVI

Deriva do verbo 'aumentar', do latim 'augmentare' (tornar maior, elevar, encher). A construção 'aumentar-se-ao' é uma forma verbal conjugada com pronome oblíquo átono 'se' e a contração 'ao' (de 'a' + 'o'), aplicada à terceira pessoa do plural do futuro do presente do indicativo.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XIX

A forma verbal em si não carrega um sentido semântico distinto do verbo 'aumentar', mas sua estrutura reflete a gramática da época, onde a mesóclise ('aumentar-se-ão') era uma opção estilística e gramaticalmente aceita para expressar o futuro com o pronome oblíquo posicionado entre o verbo e a desinência.

Século XX-Atualidade

A forma 'aumentar-se-ao' (sem acento) é vista como um erro ortográfico ou uma variação informal da forma correta 'aumentar-se-ão'. O sentido permanece o de 'tornar-se maior', mas a forma em si é marcada por sua incorreção gramatical ou informalidade.

A palavra 'aumentar' em si tem mantido seu sentido principal de crescimento, expansão ou intensificação. O que mudou foi a aceitação e o uso das formas gramaticais para expressá-lo. A forma 'aumentar-se-ao' é um artefato de uma gramática em transição ou um indicativo de desvio da norma culta.

Primeiro registro

Séculos XVI-XIX

Registros de mesóclise com o verbo 'aumentar' na terceira pessoa do plural do futuro do presente do indicativo, como 'aumentar-se-ão', são encontrados em textos literários e gramaticais da época. A forma específica 'aumentar-se-ao' (sem acento) é mais provável de aparecer em manuscritos menos formais ou em edições posteriores que não seguiram rigorosamente a acentuação original, ou em contextos de fala transcrita informalmente.

Momentos culturais

Séculos XVI-XIX

A mesóclise ('aumentar-se-ão') era um recurso estilístico utilizado por autores como Camões e Machado de Assis em obras literárias, refletindo a norma culta da época.

Século XX-Atualidade

A forma 'aumentar-se-ao' pode ser encontrada em transcrições de diálogos em filmes, novelas ou peças de teatro que buscam retratar a fala coloquial ou com erros gramaticais de personagens específicos. Também pode aparecer em fóruns online, redes sociais e mensagens de texto como um erro de digitação ou uma forma não padronizada.

Vida digital

A forma 'aumentar-se-ao' aparece esporadicamente em buscas online, geralmente associada a dúvidas gramaticais ou a exemplos de erros comuns. Não é uma palavra viral ou um meme, mas sim um exemplo de desvio ortográfico/gramatical.

Em fóruns de discussão sobre gramática ou em comentários de redes sociais, a forma pode ser mencionada como um exemplo de 'erro de português' ou de uma conjugação verbal incorreta.

Comparações culturais

Inglês: O inglês não possui conjugações verbais com pronomes oblíquos átonos em posições fixas como o português. A ideia de 'aumentar-se-ão' seria expressa por 'they will increase' ou 'they will grow'. Não há uma construção análoga à mesóclise ou à ênclise/próclise com o verbo. Espanhol: O espanhol também não utiliza mesóclise. A forma seria 'aumentarán' (eles aumentarão) ou 'se aumentarán' (eles se aumentarão), com o pronome 'se' antes do verbo (próclise) ou, em alguns contextos, após o verbo ('aumentaránse'), mas sem a complexidade posicional do português. A forma 'aumentar-se-ao' seria um erro em ambas as línguas.

Origem Etimológica

Século XV/XVI — Deriva do verbo 'aumentar', que por sua vez vem do latim 'augmentare', significando 'tornar maior', 'elevar', 'encher'. A forma 'aumentar-se-ao' é uma construção gramatical específica.

Evolução Gramatical e Entrada na Língua

Séculos XVI-XIX — A conjugação verbal com pronomes oblíquos átonos em posições variadas (próclise, mesóclise, ênclise) era comum na norma culta. A mesóclise ('aumentar-se-ão') era preferida em tempos verbais futuros e com advérbios. A forma 'aumentar-se-ao' (sem o acento agudo no 'a') representa um erro ortográfico ou uma variação informal, possivelmente devido à pronúncia átona do 'a' em contextos coloquiais ou à falta de familiaridade com as regras de acentuação e mesóclise.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade — A mesóclise caiu em desuso na fala e na escrita informal, sendo restrita a contextos muito formais ou literários. A forma 'aumentar-se-ao' é considerada incorreta pela norma culta. O uso mais comum e correto seria 'se aumentarão' (próclise, preferida no Brasil) ou, em contextos formais, 'aumentar-se-ão' (ênclise, mais comum em Portugal). A forma 'aumentar-se-ao' pode aparecer em textos informais, digitais ou como um erro de digitação/gramática.

aumentar-se-ao

Derivado do verbo latino 'augmentare'.

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