autoficção
Composto pelo prefixo grego 'auto-' (próprio, por si mesmo) e 'ficção' (ato de fingir, inventar).↗ fonte
Origem
Cunhado pelo escritor francês Serge Doubrovsky, combinando 'autobiografia' e 'ficção'.
Mudanças de sentido
Definição inicial como um gênero que borra as linhas entre o real e o ficcional, centrado na figura do autor.
Entrada no léxico literário brasileiro como um gênero formalmente reconhecido, com debates sobre sua autonomia e características.
A palavra 'autoficção' passou de um neologismo específico de um autor para um termo amplamente aceito na crítica e na produção literária brasileira, designando um gênero com regras e convenções próprias, embora fluidas.
Reconhecimento como gênero literário estabelecido, com exploração de suas nuances e fronteiras em diversas obras.
O uso contemporâneo da autoficção no Brasil abrange desde obras confessionais até narrativas que utilizam a persona do autor de forma metalinguística e especulativa, consolidando-a como uma ferramenta expressiva relevante.
Primeiro registro
Publicação de 'Fils' de Serge Doubrovsky, onde o termo é explicitamente utilizado para descrever sua obra.
Aparecimento em artigos acadêmicos, resenhas literárias e traduções no Brasil, marcando sua entrada formal no discurso sobre literatura.
Momentos culturais
Auge do debate sobre a autoficção na França, influenciando discussões literárias em outros países.
Publicação e reconhecimento de obras autoficcionais por autores brasileiros contemporâneos, como Daniel Galera e outros, solidificando o gênero no cenário nacional.
Comparações culturais
Inglês: 'Autofiction' é amplamente utilizado, com debates similares sobre a relação entre autor e narrador. Espanhol: 'Autoficción' é um termo estabelecido, com forte presença na literatura latino-americana e ibérica. Francês: Berço do termo, mantém uma discussão rica e contínua sobre suas especificidades.
Relevância atual
A autoficção é um gênero literário vibrante no Brasil, explorado por autores que buscam novas formas de expressar a subjetividade e a relação entre vida e arte. Sua popularidade reflete um interesse contemporâneo pela autenticidade e pela exploração do 'eu' na produção cultural.
Origem Conceitual e Etimológica
Século XX — O termo 'autoficção' surge na França, cunhado pelo escritor Serge Doubrovsky em 1977, a partir da junção de 'autobiografia' e 'ficção'. A etimologia reflete a fusão de elementos autobiográficos com a liberdade criativa da ficção.
Entrada e Consolidação no Português Brasileiro
Final do Século XX e Início do Século XXI — A autoficção começa a ser discutida e utilizada no meio acadêmico e literário brasileiro, ganhando espaço em traduções e obras de autores nacionais. A palavra é formal/dicionarizada, indicando sua aceitação no léxico.
Uso Contemporâneo e Expansão
Atualidade — A autoficção é um gênero literário reconhecido e praticado no Brasil, com crescente interesse de leitores e críticos. Sua presença se estende para além da literatura, influenciando outras formas de expressão.
Composto pelo prefixo grego 'auto-' (próprio, por si mesmo) e 'ficção' (ato de fingir, inventar).