brancor
Origem
Formado a partir do adjetivo 'branco' (do latim vulgar *blancus, de origem germânica) com o sufixo '-or', que em português é usado para formar substantivos abstratos que indicam qualidade ou estado, como em 'calor' (de 'caldo') ou 'fedor' (de 'fedorento'). O objetivo era criar um termo para a qualidade de ser branco.
Mudanças de sentido
Originalmente, 'brancor' visava expressar a qualidade ou o estado de ser branco, a cor branca em si.
Usado de forma poética ou arcaica para 'brancura', 'alvura', 'candura'.
O termo praticamente desaparece do uso ativo, não sofrendo novas ressignificações, mas sim caindo em desuso.
Primeiro registro
Registros esparsos em textos literários e documentos da época, como em algumas crônicas ou poesias, embora 'brancura' e 'alvura' fossem as formas predominantes. A data exata do primeiro registro é difícil de pinpointar devido à raridade do termo.
Momentos culturais
A palavra pode ter aparecido em obras literárias que buscavam um vocabulário mais rebuscado ou arcaizante, mas não se tornou um termo recorrente na literatura brasileira ou portuguesa.
Comparações culturais
Inglês: O equivalente mais próximo seria 'whiteness', mas 'brancor' nunca atingiu a complexidade semântica e social que 'whiteness' adquiriu em discussões contemporâneas. Espanhol: O termo correspondente seria 'blancura' ou 'blanquedad', sendo 'blancura' o mais comum e direto. 'Brancor' não tem um paralelo direto e de uso comum em espanhol. Francês: 'Blancheur' é o termo equivalente e de uso corrente. Alemão: 'Weißheit' (brancura) é o termo comum.
Relevância atual
O termo 'brancor' é praticamente inexistente no português brasileiro contemporâneo. Não é reconhecido pela maioria dos falantes, não aparece em dicionários de uso corrente e não possui presença em discussões culturais, sociais ou digitais. Sua relevância é histórica e etimológica, representando uma formação lexical que não se consolidou.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do adjetivo 'branco', com o sufixo '-or' que indica qualidade ou estado. O termo surge como um possível sinônimo para 'brancura' ou 'alvura'.
Uso Arcaico e Raro
Séculos XVI a XIX — Registros esporádicos em textos literários e documentos, frequentemente como uma forma menos comum ou mais poética de 'brancura'.
Desuso e Não Reconhecimento Moderno
Século XX até a Atualidade — O termo cai em desuso quase completo, não sendo reconhecido pela maioria dos falantes do português brasileiro e ausente em dicionários normativos modernos.