cândida

Do latim 'candidus', que significa branco, brilhante, puro.

Origem

Antiguidade Clássica

Do latim 'candĭda', feminino de 'candĭdus', significando branco, brilhante, puro, inocente. Relacionado ao verbo 'candere' (brilhar, ser branco).

Mudanças de sentido

Idade Média - Período Colonial

Entrada no português com o sentido primário de branco, alvo, puro, inocente. Forte associação com a ausência de malícia.

Séculos XVIII - XX

Uso literário e formal para descrever pureza, inocência e beleza imaculada. Frequentemente aplicada a personagens femininas ou elementos naturais.

Atualidade

Mantém os significados originais, mas pode soar arcaica ou poética em contextos informais. Predomina em literatura e descrições formais.

Embora 'branca' seja o termo mais comum para a cor, 'cândida' carrega uma conotação de pureza moral e inocência que 'branca' por si só não possui. A palavra 'cândido' (masculino) também segue essa trajetória.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos antigos em português, como os da lírica galego-portuguesa, já utilizavam a palavra com seus sentidos originais.

Momentos culturais

Romantismo

Frequentemente utilizada na poesia romântica para descrever a pureza idealizada da amada ou da natureza.

Literatura Clássica

Presente em obras literárias que buscam um vocabulário mais elevado e descrições de pureza e inocência.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'candid' (que significa sincero, franco, sem disfarce, mas também pode se referir a uma foto tirada sem o conhecimento do fotografado, implicando espontaneidade e naturalidade, similar à ideia de pureza/ausência de artifício). Espanhol: 'cándido' (com sentido muito similar ao português, de branco, puro, inocente, ingênuo). Francês: 'candide' (também com o sentido de ingênuo, puro, inocente, imortalizado pelo personagem de Voltaire).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'cândida' é formal e literária. Seu uso em conversas cotidianas é raro, sendo substituída por 'branca' para a cor e por 'inocente' ou 'pura' para qualidades morais. No entanto, mantém seu valor poético e evocativo em contextos específicos.

Origem Etimológica

Do latim 'candĭda', feminino de 'candĭdus', que significa branco, brilhante, puro, inocente. Deriva de 'candere', que significa brilhar, ser branco.

Entrada no Português

A palavra 'cândida' entra na língua portuguesa com o sentido original de branco, alvo, puro. Mantém forte ligação com a ideia de inocência e ausência de malícia, presente desde suas origens latinas.

Uso Literário e Formal

A palavra 'cândida' é utilizada em contextos literários e formais para descrever pureza, inocência e beleza imaculada, frequentemente associada a personagens femininas ou a elementos da natureza.

Uso Contemporâneo

Em uso contemporâneo, 'cândida' mantém seus significados de branco, puro e inocente, mas pode soar um pouco arcaica ou excessivamente poética em conversas informais. É mais comum em textos literários, descrições formais ou para evocar uma imagem específica de pureza.

cândida

Do latim 'candidus', que significa branco, brilhante, puro.

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