Palavras

carapuço

Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *caraputia, relacionado a *carra, cabeça.

Origem

Século XIV

Derivado do latim tardio 'caracalla' (manto com capuz) ou possivelmente do grego 'kárra' (cabeça).

Mudanças de sentido

Século XIV

Cobertura para a cabeça, vestimenta simples ou religiosa.

Séculos XVI-XVIII

Proteção (militar), vestimenta diversa, início de sentido figurado (esconder, disfarçar).

Séculos XIX-Atualidade

Uso literal (capuz de roupa) e figurado em expressões idiomáticas ('pôr o carapuço', 'cair o carapuço').

O sentido figurado se intensifica, referindo-se a responsabilidade, culpa ou descoberta de algo oculto. A expressão 'pôr o carapuço a quem serve' é um exemplo clássico de atribuição de responsabilidade ou culpa.

Primeiro registro

Século XIV

Registros em textos medievais em português antigo, descrevendo vestimentas.

Momentos culturais

Idade Média

Presente na iconografia de monges e figuras religiosas.

Séculos XVI-XVIII

Descrito em crônicas e literatura como parte do vestuário.

Século XX

A expressão 'pôr o carapuço' torna-se comum na linguagem falada e escrita, aparecendo em obras literárias e no jornalismo.

Vida emocional

Medieval

Neutro, associado à proteção e humildade (vestes religiosas).

Moderno

Pode carregar um peso de responsabilidade ou de algo que é revelado, especialmente em seu uso figurado.

Comparações culturais

Inglês: 'Hood' (capuz de vestimenta, capuz de monge) ou 'coif' (touca de monge). O sentido figurado de responsabilidade não tem um equivalente direto tão idiomático. Espanhol: 'Capucha' (capuz de vestimenta) ou 'capelo' (em contextos mais antigos ou religiosos). A expressão 'ponerse el capirote' pode ter um sentido similar a 'cair o carapuço' em termos de ser exposto ou ridicularizado. Francês: 'Capuche' (capuz).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'carapuço' mantém sua relevância no vocabulário formal e em expressões idiomáticas. O uso literal é comum em descrições de vestuário moderno (ex: 'casaco com carapuço'). O sentido figurado, especialmente em 'pôr o carapuço' e 'cair o carapuço', continua ativo na linguagem, indicando atribuição de responsabilidade ou a descoberta de uma verdade oculta. É uma palavra formal/dicionarizada, conforme 4_lista_exaustiva_portugues.txt.

Origem e Primeiros Usos

Século XIV - Derivado do latim tardio 'caracalla' (tipo de manto com capuz) ou possivelmente do grego 'kárra' (cabeça), o termo 'carapuço' surge em textos medievais para designar uma cobertura para a cabeça, muitas vezes associada a vestimentas simples ou religiosas.

Evolução e Diversificação de Sentido

Séculos XVI-XVIII - O uso se expande para além da simples cobertura, aparecendo em contextos militares (proteção) e em vestimentas de nobres e plebeus. Começa a ganhar conotações figuradas, como algo que esconde ou disfarça.

Uso Contemporâneo e Figurativo

Séculos XIX-Atualidade - Consolida-se o uso literal para coberturas de cabeça (capuzes de agasalhos, por exemplo) e o uso figurado em expressões como 'pôr o carapuço a quem serve' (assumir responsabilidade) ou 'cair o carapuço' (ser descoberto). A palavra 'carapuço' é formal/dicionarizada, conforme 4_lista_exaustiva_portugues.txt.

carapuço

Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *caraputia, relacionado a *carra, cabeça.

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