causar-polvoro
Formado pela junção do verbo 'causar' (do latim 'causare') e do substantivo 'pólvora' (do grego 'pyrobolon', via latim 'pulvis').
Origem
Deriva da junção do verbo 'causar' (do latim causare, dar causa a, provocar) com o substantivo 'pólvora' (do latim pulverem, pó). A origem é puramente descritiva da ação de provocar a ignição ou a explosão da pólvora.
Mudanças de sentido
Sentido literal: provocar a explosão da pólvora. Utilizado em contextos técnicos e históricos.
Perda de uso e ausência de sentido figurado. A ideia de 'causar algo explosivo' é transmitida por outras expressões. A construção 'causar pólvora' não se consolidou como idiomática ou metafórica.
Enquanto 'pólvora' pode ser usada metaforicamente (ex: 'uma declaração que é pólvora'), a construção verbal 'causar pólvora' não acompanhou essa ressignificação, permanecendo restrita ao seu sentido original e, consequentemente, caindo em desuso.
Primeiro registro
Registros em documentos militares, relatos de batalhas e manuais de artilharia descrevendo o uso e a ignição da pólvora. Não há um registro único, mas a ocorrência em textos da época que tratam do tema.
Momentos culturais
Presente em descrições de guerras e eventos históricos onde a pólvora era um elemento central, como na Inconfidência Mineira ou em relatos de batalhas coloniais. A expressão aparece em crônicas e documentos da época.
Comparações culturais
Inglês: A construção 'to cause gunpowder' não é uma expressão idiomática; o uso seria literal ('to cause gunpowder to explode'). Expressões figuradas para 'causar impacto' incluem 'to cause a stir', 'to spark outrage', 'to be a bombshell'. Espanhol: Similarmente, 'causar pólvora' não é idiomático. O uso seria literal ('causar pólvora'). Expressões figuradas incluem 'causar revuelo', 'ser una bomba', 'provocar un escándalo'. Francês: 'Causer de la poudre' é literal. Expressões figuradas: 'provoquer une sensation', 'faire un scandale'.
Relevância atual
A expressão 'causar pólvora' possui relevância histórica e etimológica, mas é praticamente ausente no uso contemporâneo da língua portuguesa brasileira. Sua compreensão se restringe ao contexto literal de ignição da pólvora. A língua evoluiu para outras formas de expressar ideias de impacto ou explosão figurada.
Origem e Formação
Séculos XVI-XVII — A palavra 'pólvora' (do latim pulverem, pó) entra no vocabulário português. O verbo 'causar' (do latim causare, dar causa a) já existia. A combinação 'causar pólvora' surge como uma descrição literal da ação de provocar a explosão da pólvora, sem conotação idiomática.
Uso Literal e Contextual
Séculos XVII-XIX — A expressão 'causar pólvora' é utilizada em contextos militares, de mineração e em relatos históricos para descrever a ignição ou a produção de efeitos explosivos da pólvora. Não é uma unidade lexical, mas uma construção sintática clara.
Desuso e Ressignificação
Século XX — Com o desenvolvimento de explosivos mais modernos e a diminuição do uso da pólvora negra em larga escala, a expressão literal 'causar pólvora' perde frequência. O termo 'pólvora' em si passa a ser usado metaforicamente para 'algo explosivo' ou 'que causa grande impacto', mas a construção 'causar pólvora' raramente é empregada de forma figurada.
Atualidade e Ausência
Século XXI — A expressão 'causar pólvora' é praticamente inexistente no uso corrente da língua portuguesa brasileira. Quando a ideia de 'causar algo explosivo' ou 'de grande impacto' é expressa, utilizam-se outras construções ou vocábulos (ex: 'causar alvoroço', 'gerar polêmica', 'ser um estouro'). A combinação literal é rara e, se usada, seria compreendida em seu sentido mais básico e histórico.
Formado pela junção do verbo 'causar' (do latim 'causare') e do substantivo 'pólvora' (do grego 'pyrobolon', via latim 'pulvis').