Palavras

classicidade

Derivado de 'clássico' + sufixo '-idade'.

Origem

Século XV

Do latim 'classicus', originariamente 'relativo à classe mais alta de cidadãos', evoluindo para 'de primeira ordem', 'excelente', 'autorizado', aplicado a autores e obras literárias.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XVIII

Qualidade de obras que seguem os modelos da Antiguidade Clássica (harmonia, equilíbrio, clareza, universalidade).

Século XIX

Ideal estético e formal, em oposição a movimentos como o Romantismo. Representa a perfeição e a permanência.

Séculos XX-XXI

Manutenção do sentido erudito; em uso comum, pode ser substituída por 'qualidade clássica' ou 'estilo clássico'. Em alguns contextos, pode soar formal ou datada.

A 'classicidade' como conceito estrito é menos discutida no dia a dia. A valorização do 'clássico' hoje se manifesta mais em termos de relevância cultural duradoura ou influência, sem necessariamente evocar os cânones rígidos da antiguidade. A internet tende a usar 'clássico' de forma mais ampla para qualquer coisa que resistiu ao tempo.

Primeiro registro

Séculos XVI-XVIII

Registros em obras de crítica literária e tratados de retórica, influenciados pelo humanismo e pelo neoclassicismo europeu. Exemplos podem ser encontrados em textos de autores como Francisco Rodrigues Lobo ou Padre António Vieira, embora o termo possa não ser tão proeminente quanto em autores europeus da época.

Momentos culturais

Neoclassicismo (Séculos XVII-XVIII)

Período em que a busca pela 'classicidade' em oposição aos excessos barrocos foi um ideal estético dominante na Europa e influenciou a produção literária e artística em língua portuguesa.

Romantismo e Pós-Romantismo (Século XIX)

A 'classicidade' serviu como ponto de referência e, por vezes, como oposição aos ideais românticos de subjetividade e originalidade. Críticos literários debatiam a permanência ou o declínio da 'classicidade'.

Modernismo (Início do Século XX)

O Modernismo brasileiro, em sua fase inicial, muitas vezes se opôs à 'classicidade' tradicional, buscando novas formas de expressão. No entanto, a discussão sobre o que constitui um 'clássico' persistiu.

Comparações culturais

Inglês: 'classicism' (substantivo) ou 'classicality' (menos comum, mas existente). O conceito é amplamente discutido em crítica literária e história da arte. Espanhol: 'classicidad' (substantivo), com uso similar ao português, referindo-se à qualidade das obras clássicas. Francês: 'classicisme' (substantivo), termo central na história da arte e literatura francesa, com forte ênfase nos cânones da antiguidade. Alemão: 'Klassizismus' (substantivo), associado ao período histórico e ao estilo, e 'Klassizität' (menos comum, mas com sentido similar ao português).

Relevância atual

A palavra 'classicidade' é hoje mais encontrada em estudos acadêmicos de literatura, filosofia, história da arte e música. No discurso cotidiano, o conceito de 'clássico' é mais difundido, mas a palavra em si é menos utilizada, sendo substituída por descrições mais diretas do que se quer expressar (ex: 'um estilo atemporal', 'uma obra de grande valor histórico').

Em um mundo saturado de novidades e tendências efêmeras, a 'classicidade' pode ser vista como um ideal de permanência e qualidade universal, embora sua aplicação possa ser debatida em termos de quais cânones são considerados 'clássicos'.

Origem Etimológica e Latim

Século XV - Deriva do latim 'classicus', que originalmente se referia a um cidadão de alta classe ou ordem, e posteriormente passou a designar obras literárias e artísticas de excelência e autoridade, dignas de serem imitadas.

Entrada no Português e Uso Inicial

Séculos XVI-XVIII - A palavra 'classicidade' e seus derivados começam a aparecer em textos literários e críticos em português, influenciados pelo Renascimento e pelo Neoclassicismo. O uso está ligado à admiração e estudo das obras da Antiguidade Clássica (greco-romana).

Consolidação e Expansão de Uso

Século XIX - A palavra 'classicidade' se consolida no vocabulário acadêmico e crítico brasileiro, especialmente no contexto da educação formal e da crítica literária. O termo é usado para definir o conjunto de características que definem o 'clássico' em oposição ao 'moderno' ou 'romântico'.

Uso Contemporâneo e Ressignificações

Séculos XX-XXI - A palavra 'classicidade' mantém seu sentido original em contextos acadêmicos e de crítica de arte, mas seu uso se torna menos frequente no discurso geral. Em alguns contextos, pode ser substituída por termos como 'qualidade clássica', 'estilo clássico' ou 'tradição'.

classicidade

Derivado de 'clássico' + sufixo '-idade'.

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