cobrou-o-preco

Origem

Século XVI

Deriva da junção do verbo 'cobrar' (do latim 'recuperare', reaver, exigir) com o pronome oblíquo átono 'o' e o pronome pessoal 'o', formando uma construção que indica a ação de exigir algo de alguém. A forma 'preço' vem do latim 'pretium', valor, recompensa.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XVIII

Sentido literal de exigir ou pagar um valor monetário ou devido.

Séculos XIX-XX

Sentido figurado de sofrer as consequências, ter um custo ou sacrifício, pagar caro por algo.

A expressão passa a abranger custos não financeiros, como sofrimento, arrependimento ou desfechos negativos em situações diversas.

Século XXI

Uso restrito a contextos formais ou arcaicos. A ideia de 'pagar o preço' é mantida, mas a construção gramatical completa é rara.

A tendência de simplificação da gramática, especialmente na linguagem falada e digital, leva ao abandono de construções com pronomes oblíquos átonos em posições menos comuns, como após o verbo sem preposição.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em documentos de transações comerciais e textos literários da época, indicando o uso formal da construção para descrever o pagamento ou exigência de valores.

Momentos culturais

Século XIX

Presença em obras literárias realistas e naturalistas, onde a expressão era usada para descrever as duras realidades e os custos da vida.

Século XX

Utilizada em canções populares e em diálogos de novelas para expressar desfechos de relacionamentos ou situações de dificuldade.

Vida digital

A expressão completa 'cobrou-o-preço' tem baixa frequência em buscas online e redes sociais, sendo considerada arcaica.

A ideia de 'pagar o preço' é comum em memes e discussões sobre consequências de ações, mas geralmente expressa de forma mais direta ('pagou o preço', 'vai pagar o preço').

Comparações culturais

Inglês: 'paid the price' ou 'came at a cost'. Espanhol: 'pagó el precio' ou 'tuvo su costo'. A construção com pronome oblíquo átono após o verbo é específica do português e sua raridade atual reflete uma tendência global de simplificação gramatical em contextos informais.

Relevância atual

A expressão 'cobrou-o-preço' é raramente usada na sua forma completa no português brasileiro contemporâneo, soando formal e arcaica. A ideia de 'pagar o preço' persiste, mas é expressa de maneiras mais diretas e simplificadas, refletindo a evolução natural da língua e a influência da linguagem digital e informal.

Origem Etimológica

Século XVI - Deriva da junção do verbo 'cobrar' (do latim 'recuperare', reaver, exigir) com o pronome oblíquo átono 'o' e o pronome pessoal 'o', formando uma construção que indica a ação de exigir algo de alguém. A forma 'preço' vem do latim 'pretium', valor, recompensa.

Entrada e Uso Inicial na Língua

Séculos XVI-XVIII - A construção 'cobrou-o-preço' surge em contextos literários e jurídicos, referindo-se à ação de alguém que pagou ou exigiu o valor devido por algo ou alguém. O uso era formal e específico.

Evolução de Sentido e Popularização

Séculos XIX-XX - A expressão começa a ser utilizada de forma mais figurada, indicando que algo teve um custo, uma consequência ou um sacrifício, não necessariamente monetário. Ganha um tom de 'pagar o pato' ou sofrer as consequências de uma ação.

Uso Contemporâneo e Digital

Séculos XXI - A expressão 'cobrou-o-preço' é raramente utilizada na sua forma original e completa. É mais comum encontrar variações ou a ideia sendo expressa de outras maneiras. No entanto, a construção gramatical com pronome oblíquo átono após o verbo é cada vez menos frequente na fala e escrita informal.

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