colocar-nos-emos
Derivado do verbo 'colocar' (origem incerta, possivelmente do latim collocare) com a adição de pronomes oblíquos átonos ('nos') e terminação verbal ('-emos').
Origem
Derivação do latim vulgar *collocare*, que significa 'pôr em lugar', 'assentar', 'colocar'. O pronome 'nos' refere-se à primeira pessoa do plural, e a desinência '-emos' indica o futuro do presente do indicativo.
Mudanças de sentido
A forma 'colocar-nos-emos' era uma conjugação gramaticalmente correta e utilizada para expressar uma ação futura envolvendo o sujeito 'nós'.
A forma caiu em desuso, sendo substituída por construções como 'nós nos colocaremos' (com próclise) ou 'nós vamos nos colocar' (perífrase verbal). A estrutura enclítica com pronome oblíquo átono no futuro do presente é raríssima.
A evolução gramatical do português, especialmente no Brasil, favoreceu a próclise e as perífrases verbais em detrimento da ênclise em tempos verbais como o futuro do presente. A forma 'colocar-nos-emos' soa artificial e pedante para o falante brasileiro contemporâneo.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico, datados a partir do século XIII, que utilizavam a conjugação verbal com ênclise no futuro do presente.
Momentos culturais
Pode ser encontrada em obras literárias de autores como Luís de Camões, onde a gramática e a sintaxe da época eram diferentes.
Aparece em gramáticas normativas e históricas como exemplo de conjugação verbal arcaica e da evolução da colocação pronominal no português.
Vida digital
Buscas online geralmente relacionadas a dúvidas gramaticais ou a curiosidades sobre a língua portuguesa arcaica.
Pode surgir em discussões sobre 'erros comuns' ou 'palavras que ninguém usa mais'.
Comparações culturais
Inglês: A estrutura correspondente seria 'we shall place ourselves' ou 'we will place ourselves', mas a forma verbal simples com pronome enclítico não existe. Espanhol: A forma seria 'nos colocaremos', que utiliza a próclise e é a forma padrão e atual. O português brasileiro se distancia do espanhol na preferência pela próclise e pela construção perifrástica.
Relevância atual
A relevância da forma 'colocar-nos-emos' no português brasileiro atual é mínima em termos de uso comunicativo. Sua importância reside no âmbito acadêmico e histórico, servindo como um marcador da evolução gramatical e sintática da língua, especialmente no que tange à colocação pronominal e à preferência por construções perifrásticas no Brasil.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - O verbo 'colocar' tem origem incerta, possivelmente do latim vulgar *collocare*, derivado de *col-* (junto) e *locare* (pôr, colocar). A forma 'colocar-nos-emos' é uma conjugação verbal arcaica do futuro do presente do indicativo, com pronome oblíquo átono enclítico ('nos') e desinência de primeira pessoa do plural ('-emos'). Essa estrutura era comum no português arcaico, mas caiu em desuso.
Desuso e Recomposição Sintática
Séculos XIV-XVIII - A forma 'colocar-nos-emos' torna-se cada vez mais rara na escrita e na fala. A tendência de próclise (pronome antes do verbo) e a preferência por construções perifrásticas (ex: 'nós vamos nos colocar') ganham força, especialmente no português brasileiro.
Uso Contemporâneo e Contexto
Atualidade - A forma 'colocar-nos-emos' é considerada extremamente formal, arcaica e até mesmo incorreta pela maioria dos falantes de português brasileiro. Seu uso é praticamente inexistente na comunicação cotidiana, sendo encontrada apenas em textos literários de época, estudos gramaticais sobre a evolução da língua ou, raramente, em contextos de humor ou para evocar um tom deliberadamente antiquado.
Derivado do verbo 'colocar' (origem incerta, possivelmente do latim collocare) com a adição de pronomes oblíquos átonos ('nos') e terminaçã…