comecar-se-ia
Derivado do verbo 'começar' + pronome 'se' + pronome oblíquo 'ia' (forma do futuro do pretérito do verbo 'ir').
Origem
Deriva do verbo latino 'incipere' (começar, iniciar), com a adição do pronome reflexivo 'se' e a forma verbal condicional 'ia' (do verbo 'ire', ir). A construção 'começar-se-ia' é uma forma analítica e perifrástica do futuro do pretérito, indicando uma ação que seria iniciada.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'iniciar uma ação hipotética ou condicional' se mantém. A estrutura 'começar-se-ia' é uma construção gramatical que reflete a sintaxe da época.
A partícula 'se' pode ter função apassivadora ('o trabalho se começaria') ou reflexiva ('ele se começaria a estudar'), embora a primeira seja mais comum para a estrutura verbal em questão. O 'ia' é a desinência do futuro do pretérito, indicando uma ação que ocorreria sob determinada condição.
O sentido de ação hipotética ou condicional permanece, mas a forma 'começar-se-ia' é substituída por construções mais simples e comuns na língua falada e escrita.
A tendência à simplificação linguística leva à preferência por 'se começaria' ou 'começaria'. A forma 'começar-se-ia' é vista como arcaica ou excessivamente formal no português brasileiro contemporâneo.
Primeiro registro
Registros em textos medievais da língua portuguesa, como crônicas e documentos notariais, onde a sintaxe era mais próxima do latim.
Momentos culturais
Presença em obras literárias clássicas da literatura portuguesa e brasileira, como em textos de Camões, Machado de Assis (em seus primeiros escritos ou em passagens que buscavam um registro mais formal).
Uso em obras acadêmicas e gramáticas normativas que descrevem a estrutura verbal do português.
Comparações culturais
Inglês: A construção 'would be started' ou 'it would begin' expressa uma ideia similar de condicionalidade. Espanhol: 'se comenzaría' ou 'comenzaría' são as formas mais diretas e comuns, refletindo a tendência de simplificação em relação a construções mais antigas. Francês: 'on commencerait' ou 'cela commencerait' cumprem a função. Italiano: 'si começerebbe' ou 'comincerebbe'.
Relevância atual
A forma 'começar-se-ia' tem relevância quase exclusiva em contextos de estudo da língua portuguesa, análise filológica ou em produções literárias que intencionalmente resgatam um registro arcaico. No uso corrente brasileiro, é uma construção gramaticalmente correta, mas semanticamente datada e estilisticamente incomum.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VIII — Deriva do verbo latino 'incipere' (começar, iniciar), com a adição do pronome reflexivo 'se' e a forma verbal condicional 'ia' (do verbo 'ire', ir). A construção 'começar-se-ia' é uma forma analítica e perifrástica do futuro do pretérito, indicando uma ação que seria iniciada.
Formação do Português Medieval
Séculos XII-XV — A estrutura 'começar-se-ia' se consolida no português arcaico, refletindo a sintaxe latina e a influência do latim vulgar na formação das línguas românicas. O pronome 'se' aqui tem função de partícula apassivadora ou reflexiva, e o 'ia' indica a condicionalidade.
Uso Clássico e Moderno
Séculos XVI-XIX — A forma 'começar-se-ia' é utilizada em textos literários e formais, mantendo seu sentido de ação hipotética ou condicional. A tendência na língua falada e escrita moderna é a simplificação para 'se começaria' ou 'começaria'.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX-Atualidade — A forma 'começar-se-ia' é rara na fala cotidiana brasileira, soando arcaica ou excessivamente formal. É encontrada predominantemente em textos literários, acadêmicos ou em contextos que buscam um registro linguístico específico. O uso mais comum para expressar a mesma ideia é 'se começaria' ou simplesmente 'começaria'.
Derivado do verbo 'começar' + pronome 'se' + pronome oblíquo 'ia' (forma do futuro do pretérito do verbo 'ir').