comecariam-a-se-desenvolver
Derivado do verbo 'começar' + locução verbal 'a se desenvolver'.
Origem
O verbo 'começar' vem do latim 'cominitiare' (iniciar). O pronome reflexivo 'se' vem do latim 'se'. O verbo 'desenvolver' tem origem no latim 'disvolvere' (desenrolar, desdobrar).
Mudanças de sentido
A locução verbal sempre expressou a ideia de um início de processo de crescimento ou evolução sob condições hipotéticas.
A locução mantém seu sentido original, mas a forma gramatical (ênclise vs. próclise) e a grafia (com ou sem hífen) refletem diferentes níveis de formalidade e períodos históricos.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico já apresentam estruturas verbais complexas com pronomes reflexivos em ênclise, indicando o uso da locução verbal em contextos formais. A grafia específica 'começariam-a-se-desenvolver' como uma única palavra composta é improvável em registros antigos, sendo mais provável a forma separada com ênclise: 'começariam-se a desenvolver'.
Momentos culturais
Autores como Machado de Assis e José de Alencar, em suas obras mais formais, poderiam empregar a estrutura 'começariam-se a desenvolver' para expressar nuances de condicionalidade e hipótese em narrativas ou diálogos de personagens de maior erudição.
A discussão sobre a colocação pronominal (próclise, mesóclise, ênclise) em gramáticas do século XIX e XX reflete a evolução do uso da locução verbal e suas variações.
Comparações culturais
Inglês: A locução verbal correspondente seria 'would begin to develop' ou 'would start to develop'. A estrutura em português com pronome reflexivo ('se desenvolver') não tem um equivalente direto e obrigatório em inglês, onde o reflexivo é usado apenas quando a ação recai sobre o sujeito de forma explícita. Espanhol: Seria 'comenzarían a desarrollarse' ou 'se empezarían a desarrollar'. A estrutura com o pronome reflexivo ('se') é paralela ao português. Francês: Seria 'commenceraient à se développer'. A estrutura com o pronome reflexivo ('se') também é paralela ao português.
Relevância atual
A forma 'começariam-se a desenvolver' é gramaticalmente correta, mas soa arcaica ou excessivamente formal para o português brasileiro contemporâneo, especialmente em contextos informais. A grafia 'começariam-a-se-desenvolver' como uma única palavra é ainda mais rara e pode ser considerada uma construção não padrão ou um neologismo gráfico, possivelmente surgindo em análises linguísticas ou em tentativas de criar termos compostos para fins específicos. O uso mais comum e natural seria 'se começariam a desenvolver' ou, em contextos menos formais, 'começariam a se desenvolver'.
Origem Latina e Formação Verbal
Século XII-XIII — O verbo 'começar' deriva do latim 'cominitiare' (iniciar, principiar). A locução verbal 'começar a se desenvolver' se forma com o verbo auxiliar 'começar', o verbo principal 'desenvolver' e o pronome reflexivo 'se'. A conjugação no futuro do pretérito (condicional) 'começariam-se' (com a ênclise do pronome reflexivo) é uma forma gramatical que remonta à tradição do português clássico, mantida em textos formais e literários.
Uso Clássico e Formal
Séculos XIV-XIX — A forma 'começariam-se' (ou 'se começariam') era comum em textos literários, jurídicos e acadêmicos, expressando hipóteses, desejos ou ações condicionais. A ênclise (pronome após o verbo) era a norma em início de frase ou após certas conjunções. A complexidade da forma verbal reflete a estrutura sintática mais elaborada da época.
Mudança Sintática e Simplificação
Século XX — Com a evolução da língua e a influência de outras línguas (como o francês e o inglês), a próclise (pronome antes do verbo) tornou-se mais frequente no português brasileiro, especialmente em contextos informais. A forma 'se começariam a desenvolver' ganha preferência em muitos registros. A forma 'começariam-se a desenvolver' (com hífen) é uma tentativa de grafar a locução verbal como uma unidade, embora menos comum que as formas com próclise ou ênclise separada.
Uso Atual Específico
Século XXI — A forma 'começariam-se a desenvolver' (ou 'se começariam a desenvolver') é utilizada principalmente em contextos que exigem formalidade gramatical, como em trabalhos acadêmicos, documentos oficiais ou em citações de textos antigos. A grafia com hífen ('começariam-a-se-desenvolver') é rara e pode ser vista como uma tentativa de unificar a locução verbal em um único termo, algo incomum na gramática normativa moderna, mas que pode aparecer em contextos muito específicos de análise linguística ou em tentativas de criar neologismos formais.
Derivado do verbo 'começar' + locução verbal 'a se desenvolver'.