concordaria-cegamente
Não aplicável, pois não é uma unidade lexical reconhecida.
Origem
Verbo 'concordar' do latim 'concordare' (estar de acordo, unir). Advérbio 'cegamente' de 'cego' (latim 'caecus', sem visão) + sufixo '-mente'. A junção é gramatical, não uma palavra composta.
Mudanças de sentido
Expressava submissão inquestionável, adesão irracional ou crença sem questionamentos.
Uso informal e irônico para descrever concordância extrema ou tola.
Na atualidade, a expressão pode ser usada de forma cômica ou crítica para apontar uma concordância que beira o absurdo, sem a seriedade que teria em contextos mais antigos.
Primeiro registro
Registros em literatura e textos acadêmicos da época, descrevendo comportamentos de submissão ou fanatismo.
Momentos culturais
Presente em romances que exploram a psicologia de personagens submissos ou fanáticos.
Pode aparecer em discussões online sobre política, fandoms ou comportamentos sociais extremos.
Vida emocional
Associada a sentimentos de submissão, falta de autonomia, fanatismo, ou, em alguns casos, devoção inabalável.
Frequentemente carrega um tom de ironia, sarcasmo ou crítica, indicando uma concordância vista como ingênua ou perigosa.
Vida digital
Pode ser encontrada em comentários de redes sociais, fóruns e memes, geralmente em tom humorístico ou crítico para descrever concordância excessiva ou acrítica.
Buscas online podem revelar seu uso em discussões sobre temas polêmicos onde a concordância é questionada.
Comparações culturais
Inglês: A construção 'would agree blindly' ou 'would blindly agree' tem função similar, expressando concordância sem questionamento. Espanhol: 'concordaría ciegamente' é a tradução literal e funciona de maneira análoga, sendo uma combinação gramatical. Francês: 'conviendrait aveuglément' ou 'acquiescerait aveuglément' expressam a mesma ideia. Alemão: 'würde blind zustimmen' ou 'würde blind übereinstimmen' também transmitem a noção de concordância sem crítica.
Relevância atual
A expressão é raramente usada em contextos formais e seu uso contemporâneo é predominantemente informal, carregado de ironia ou crítica, para descrever uma adesão irracional a ideias, pessoas ou situações, refletindo um ceticismo crescente em relação a concordâncias absolutas.
Formação do Verbo e Advérbio
Século XVI - Presente: O verbo 'concordar' deriva do latim 'concordare' (estar de acordo, unir). O advérbio 'cegamente' deriva de 'cego' (do latim 'caecus', sem visão) + sufixo '-mente'. A combinação é sintática, não lexical.
Uso Literário e Formal
Século XIX - Meados do Século XX: A construção 'concordaria cegamente' aparece em contextos literários e formais para expressar uma submissão inquestionável ou uma adesão irracional a algo, geralmente em narrativas que exploram a psicologia de personagens.
Desuso Formal e Emergência Informal
Final do Século XX - Atualidade: A construção se torna menos comum em textos formais e literários, mas pode ressurgir em contextos informais, especialmente na internet, como uma forma de ironia ou exagero para descrever uma concordância extrema e talvez tola.
Não aplicável, pois não é uma unidade lexical reconhecida.